Desastre transformou berço de criaturas em cemitério há 518 milhões de anos

Desastre transformou berço de criaturas em cemitério há 518 milhões de anos

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 06 de Julho de 2021 às 09h40
Yunnan University

Há cerca de 500 milhões de anos, uma avalanche de sedimentos atingiu crustáceos, vermes, entre outras criaturas das profundezas do oceano que estavam cuidando de seus filhotes. Então, o que antes era como um berçário repleto de bichos diferentes, se tornou um triste cemitério. Recentemente, ao escavar a cidade de Kunming, na China, os pesquisadores encontraram esse local e descobriram algumas informações curiosas.

Batizado de Haiyan Lagerstatte, o local conta com mais de 2.800 espécimes de fósseis de, pelo menos, 118 espécies, como ancestrais de insetos, crustáceos, esponjas-do-mar, trilobitas e de águas-vivas modernas. Segundo os cientistas, 17 dessas espécies são inéditas para a ciência, e mais da metade ainda eram jovens, com algumas criaturas ainda como larvas e com seus tecidos moles completamente intactos.

Julien Kimig, paleontólogo do Penn State University e co-autor do estudo, conta que fósseis jovens são difíceis de serem encontrados, principalmente os invertebrados e de corpos moles. O cemitério marinho teria 518 milhões de anos, com as criaturas vivendo durante o período Cambriano, muito antes do surgimento dos dinossauros, a fim de comparação. Na época, diversas espécies começaram a surgir, algumas entrando em extinção e outras criando grupos que os animais atuais pertencem.

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Imagem: Reprodução/Yunnan University

Para os cientistas, a região pode ter se tornado em um "berçário" por oferecer possibilidades abundantes de nutrição a essas criaturas em desenvolvimento, além de uma proteção contra predadores. Os pesquisadores acreditam que o que provocou a morte e a extinção de muitas dessas espécies tenha sido um derramamento de sedimentos provocado por uma tempestade, mas ainda não há evidências mais claras sobre isso.

No futuro, os cientistas querem explorar esse material usando tomografia computadorizada, criando modelos em 3D das estruturas que eram o habitat de diversas criaturas durante todo esse tempo atrás. Será possível também construir a história do desenvolvimento desses animais com riqueza de detalhes.

Você pode conferir mais detalhes sobre a descoberta no site oficial da Penn State University

Fonte: Live Science

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