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Desafio do Vesúvio: quem decifrar pergaminho milenar ganha 5 milhões de reais

Por| Editado por Luciana Zaramela | 21 de Março de 2023 às 19h45

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Unsplash/Andy Holmes
Unsplash/Andy Holmes

Já pensou em ganhar até um milhão de dólares — aproximadamente 5,2 milhões de reais — decifrando pergaminhos que foram carbonizados durante a erupção do Monte Vesúvio no ano de 79 d.C.? Com esta cifra milionária, o Vesuvius Challenge espera atrair programadores, especialistas em Inteligência Artificial (IA) e diferentes tipos de cientistas na missão de interpretar documentos recuperados numa biblioteca em Herculano, cidade vizinha de Pompeia, na Itália.

A empreitada milionária é liderada pelo ex-CEO do GitHub, Nat Friedman, e um grupo de cientistas. A expectativa é que seja possível obter avanços na interpretação dos papiros milenares até o final deste ano. Em busca desse objetivo, a primeira equipe a ler quatro passagens do texto ganhará 700 mil dólares — algo como 3,6 milhões de reais. A recompensa por avanços menores é de 50 mil dólares — 260 mil reais.

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O que está escrito no pergaminho milenar do Vesúvio?

Apesar dos milhões investidos na empreitada, o grupo responsável pelo desafio do pergaminho do Vesúvio não tem certeza do que será encontrado após a interpretação. É possível que o fragmento remeta a um tratado do imperador Marco Antônio sobre a embriaguez, seja uma poesia ou ainda revele detalhes, até então desconhecidos, sobre a filosofia cristã primitiva.

“Enquanto alguns adorariam ver alguns dos trabalhos perdidos dos antigos, eu gostaria que fossem evidências das turbulências que ocorreram no primeiro século em torno do desenvolvimento do cristianismo e da tradição judaico-cristã à medida que evoluíam", afirma Brent Seales, cientista da computação da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, para o jornal The Guardian.

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Por enquanto, as hipóteses mais sólidas sobre os pergaminhos milenares estão relacionadas com o proprietário da biblioteca em que foram encontrados. Acredita-se que ela pertencia ao estadista romano, Lucius Calpurnius Piso Caesoninus, que era sogro do imperador Júlio César. Hoje, o local é conhecido como Villa de Papyri e foi descoberto só em 1750, após trabalhos de uma equipe de escavação — tudo estava soterrado, inclusive os textos. Esta é a única biblioteca sobrevivente do mundo greco-romano.

Como é possível decifrar e ler documentos que sobreviveram a uma erupção?

Na verdade, ninguém ainda sabe como e nem se é possível decifrar os conteúdos dos pergaminhos que sobreviveram à erupção do Monte Vesúvio. Afinal, estão disponíveis apenas varreduras externas de raios-X em 3D dos pergaminhos que não podem ser abertos, além de varreduras e imagens, todas em alta resolução, encontradas naqueles que podem ser desenrolados.

Quem topar o desafio precisa pensar em novas maneiras de ler esses fragmentos, dando sentido ao material encontrado. Inclusive, qualquer método é aceitável desde que os autores forneçam uma descrição detalhada de como a solução funciona para que possa ser replicada.

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Para dar esperança, é preciso destacar que um dos documentos recuperados da erupção do Vesúvio já teve partes decifradas pela equipe de pesquisadores da Universidade de Kentucky. Interpretando as letras visíveis — ele estava melhor preservado —, foi possível identificar que o pergaminho se referia aos sucessores de Alexandre, o Grande.

Fonte: Vesuvius Challenge e The Guardian