Coreia do Sul inventa pele artificial para deixar soldados invisíveis

Coreia do Sul inventa pele artificial para deixar soldados invisíveis

Por Nathan Vieira | 11 de Dezembro de 2020 às 17h40
Kony Me/Unsplash

Muito provavelmente, já houve o dia em que você pensou no que faria se tivesse o poder da invisibilidade. Acertamos? E se te contarmos que isso está a um passo de se tornar realidade? Acontece que a Universidade Nacional de Seul, da Coreia do Sul, está trabalhando em uma espécie de pele artificial que permite se misturar ao ambiente.

Essa pele é composta de manchas dobráveis ​​que usam aquecimento e resfriamento ativos para imitar cores visíveis ou características térmicas do ambiente, e pode mudar de um extremo para o outro em cerca de cinco segundos, permitindo que o usuário se camufle durante o dia e quase não apareça nas câmeras térmicas à noite, por exemplo.

A invenção é construída por “pixels” contendo cristais líquidos termocrômicos que mudam de cor conforme a temperatura, permitindo assim a geração de um número diversificado de cores pelo controle da temperatura. A camuflagem na faixa visível é, portanto, obtida separadamente, combinando a cor ambiente.

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Para demonstrar, os pesquisadores colocaram um pedaço da invenção em uma mão humana e moveram sobre um fundo de várias cores e temperaturas. A ilustração mostra as transições de uma cor para outra e depois de uma temperatura para outra, veja:

Ilustração de como funciona essa pele artificial que permite invisibilidade (Imagem: Universidade Nacional de Seul)

“À medida que a mão se move em fundos diferentes, seja um modo de camuflagem visível ou infravermelho, cada pixel muda sequencialmente sua cor e temperatura com base em suas posições relativas”, escreveu Seung Hwan Ko, pesquisador por trás da invenção, em um artigo publicado no AFM Journal.

Mas a ideia não está nem perto de sua conclusão. Os pesquisadores ainda têm muito trabalho a fazer para que o traje realmente se adapte à cor ao seu redor. No papel, eles conseguiram isso inserindo manualmente a cor. “No entanto, recentemente, desenvolvemos um método para detectar e imitar o ambiente integrando uma microcâmera com nossos dispositivos para fazer um dispositivo que funcione de forma autônoma”, Seung acrescentou.

A ideia é fazer uma versão maior e encontrar uma fonte de energia mais eficiente. Vale observar que temperaturas externas extremas também podem influenciar a capacidade do dispositivo de cobertura térmica, problema que pode ser resolvido com a adição de um isolante térmico adequado, segundo o que os próprios pesquisadores analisam. O trabalho foi inspirado nas propriedades de camuflagem de cefalópodes, como lulas, polvos e chocos.

Fonte: AFM Journal via Futurism

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