Cérebro é capaz de prever as palavras que outra pessoa vai dizer; entenda

Cérebro é capaz de prever as palavras que outra pessoa vai dizer; entenda

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 01 de Novembro de 2021 às 21h00
MappingTheory/Envato

Durante uma conversa, o cérebro é capaz de prever a próxima palavra que a outra pessoa vai falar. Pelo menos, é isso o que afirma um novo estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Para chegar à conclusão, os pesquisadores compararam dezenas de algoritmos de machine learning com informações cerebrais e outros dados que mostram como os circuitos neurais funcionam quando uma pessoa lê ou ouve a linguagem.

O artigo menciona que essa previsão da palavra seguinte é fundamental para algoritmos como aqueles que sugerem palavras à medida que você redige seus textos e e-mails, e os modelos que se destacam na previsão da palavra seguinte também são melhores em antecipar os padrões de atividade cerebral e os tempos de leitura. Isso significa que os modelos não são úteis apenas para propor a palavra, mas também para oferecer um vislumbre de como seu cérebro dá sentido ao grande número de palavras ditas pelo interlocutor.

Os pesquisadores examinaram modelos baseados em 43 redes neurais artificiais. Alguns dos modelos foram otimizados para prever as palavras. O artigo disserta que a atividade da rede neural era semelhante à atividade cerebral no que diz respeito a humanos lendo textos ou ouvindo histórias, por exemplo. O grupo também traduziu o desempenho das redes neurais em previsões de quanto tempo o cérebro levaria para ler uma determinada palavra.

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(Imagem: Idimair/Envato)

O estudo marca a primeira vez que um algoritmo de machine learning foi comparado a dados do cérebro para explicar o funcionamento de uma tarefa cognitiva de alto nível. A descoberta sugere que o processamento preditivo é fundamental para a forma como compreendemos a linguagem em si.

A técnica demonstra que as redes neurais e a ciência computacional podem, de fato, ser ferramentas críticas para fornecer uma visão de como o cérebro processa informações.

Fonte: Scientific American

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