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Astronauta tira foto de raio vermelho raro visto da ISS

Por| Editado por Patricia Gnipper | 01 de Dezembro de 2023 às 10h11

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ESA/DTU/ A. Mogensen
ESA/DTU/ A. Mogensen

Um sprite vermelho foi fotografado visto do espaço. O fenômeno é pouco comum, e foi registrado pelo astronauta Andreas Mogensen, da Agência Espacial Europeia (ESA), durante o experimento Thor-Davis.

Mogensen chegou à Estação Espacial Internacional (ISS) com a missão Crew-7. Durante vários dias, ele instalou a câmera do experimento sobre aquela da ISS e seguiu à Cúpula do laboratório orbital, local que proporciona visão panorâmica da Terra, para tentar observar tempestades em nosso planeta.

Nesta sexta-feira (1º), a ESA divulgou o primeiro resultado obtido por ele. Andreas conseguiu registrar um sprite, que parece medir 14 km por 26 km.

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A câmera Davis usada por ele é um dispositivo que funciona de modo diferente das câmeras comuns, porque detecta mudanças no contraste da cena. Assim, ela consome pouca energia e ainda consegue capturar 100 mil fotos por segundo.

Ela é usada no experimento Thor-Davis, que investiga a ocorrência de raios na atmosfera superior e seus possíveis efeitos na concentração de gasos do efeito estufa. “As fotos tiradas por Andreas são fantásticas”, comentou Olivier Chanrion, cientista que lidera o experimento. “A câmera Davis funciona bem e nos dá a alta resolução temporal necessária para capturar os processos rápidos dos relâmpagos”.

O que são os raios vermelhos?

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Os sprites (sigla de Perturbações Estratosféricas Resultantes da Eletrificação de Tempestades Intensas), popularmente chamados de raios vermelhos, são descargas elétricas que acontecem no alto da atmosfera da Terra. Eles têm ligação com tempestades, mas não vêm das mesmas nuvens que causam chuvas.

Enquanto as nuvens de tempestades ocorrem na troposfera (camada atmosférica que vai da superfície a 19 km de altitude), os sprites acontecem na mesosfera, a até 80 km de altitude.

Os raios comuns saem da parte inferior das nuvens e seguem ao solo, mas os sprites fazem o contrário: eles vão das nuvens até o alto da atmosfera. Como duram poucos milissegundos, observá-los e estudar sua formação não é uma tarefa simples.

Fonte: ESA