Há 20 anos, votação mudava para sempre a história de Plutão
Por Danielle Cassita |
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Completam-se nesta segunda (24) 20 anos desde quando Plutão foi “rebaixado” a planeta anão. A classificação foi o resultado de uma votação da União Astronômica Internacional (IAU), que repensou as diretrizes oficiais para a definição de corpos celestes.
O que acontece é que os astrônomos foram descobrindo novos objetos no Sistema Solar externo e, para completar, muitos deles tinham tamanho parecido com o de Plutão. Como a IAU é a responsável por tarefas como definir constantes fundamentais e nomenclaturas, nada mais justo do que a instituição decidir também a classificação de Plutão.
Para isso, a IAU organizou uma Assembleia Geral em Praga, na República Tcheca, onde os participantes estabeleceram alguns critérios para definir o que poderia ser considerado um planeta. No caso, o "rebaixamento" ocorreu porque Plutão não cumpre a terceira exigência aprovada pela IAU: a capacidade de “dominar” gravitacionalmente a vizinhança ao redor de sua própria órbita.
Plutão é planeta?
Como Plutão é muito pouco massivo, dificilmente conseguiria “limpar” sua órbita, o que fica ainda mais complicado por estar distante do Sol. Por isso a IAU encerrou o caso classificando Plutão como um planeta anão, mas também como um protótipo da nova categoria dos objetos transnetunianos.
Claro que a mudança não agradou a todos — é o caso de Alan Stern, cientista que foi o principal investigador da missão New Horizons. A sonda foi lançada em 2005 rumo a Plutão, mas chegou lá em 2015 e encontrou o que passou a ser chamado de planeta anão.
Duas décadas após a deliberação, o tema continua despertando forte apelo popular e campanhas de quem acredita firmemente na devolução do status original do astro. No entanto, a comunidade científica segue argumentando que abrir uma exceção causaria problemas na categorização dos objetos do Sistema Solar.