Você pode estar usando sua bike elétrica do jeito errado
Por Danielle Cassita |

A indústria de bicicletas elétricas no Brasil continua ganhando força — é o que mostram dados da ABRACICLO, que indicam que a fabricação destes veículos apresentou crescimento de mais de 80% entre 2024 e 2025. O problema é que, apesar do avanço, o setor ainda rende confusão entre categorias como e-bikes, autopropelidos e ciclomotores, que possuem regras distintas.
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As dúvidas se devem a uma série de fatores, e um deles é a falta de clareza sobre as diferentes categorias de bicicletas elétricas — até porque muitas vezes o termo é usado de forma genérica, englobando categorias que têm diferentes funções, autonomias e regras de circulação.
Para David Peterle, CEO da marca brasileira de bicicletas autopropelidas StreetGo, os consumidores ainda têm dificuldade para diferenciar os modelos e suas respectivas especificações. “O mercado cresce rápido, mas a informação não acompanha na mesma velocidade”, observou. Mas fique tranquilo, pois o CT Auto te ajuda nesta missão.
Diferenças técnicas e regras de circulação
Vamos começar pelas e-bikes, que são as bicicletas elétricas com pedal assistido. Como o nome indica, o motor delas funciona apenas como um apoio à pedalada do usuário e não possuem acelerador independente. Assim, são legalmente consideradas bicicletas comuns e não exigem habilitação, emplacamento e nem IPVA.
Já as bikes autopropelidas têm motor que funciona independentemente da pedalada, ou seja, o usuário consegue se deslocar mesmo sem pedalar. A Resolução CONTRAN nº 996/2023 determina que, para serem enquadradas legalmente como bicicletas (e, consequentemente, dispensar o emplacamento, IPVA e CNH), elas precisam ter motor com potência de até 1.000 watts e velocidade máxima assistida de até 32 km/h; no caso dos modelos esportivos, a velocidade pode ser de até 45 km/h.
Vale lembrar que as bicicletas autopropelidas devem rodar preferencialmente nas ciclovias e ciclofaixas, e não podem circular em rodovias e nem vias de trânsito rápido. Para circulação segura e legal, os modelos autopropelidos devem obrigatoriamente possuir velocímetro, campainha e sinalização noturna completa.
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