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Veja quais carros podem ficar mais baratos com acordo entre UE e Mercosul

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Ryan Searle/Unsplash
Ryan Searle/Unsplash

O Conselho da União Europeia concedeu a aprovação política para um acordo comercial com o Mercosul. O “sinal verde” marca o fim de uma negociação que se arrastou por 25 anos entre os Estados-membros europeus, e representa também um passo decisivo para a redução de tarifas e a harmonização de regras entre os dois blocos. 

Vale lembrar que, apesar do avanço, o acordo ainda precisa de ratificação do Parlamento Europeu e tradução para as línguas oficiais do bloco, entre outras etapas. Enquanto isso, o setor automotivo brasileiro vê a decisão dar novo fôlego ao debate sobre a competitividade dos modelos europeus frente à produção local e ao avanço das marcas chinesas.

É que, embora seja um avanço histórico, o acordo não deve trazer impacto imediato nas concessionárias. O que acontece é que o setor automotivo é considerado sensível, ou seja, o cronograma de abertura é cauteloso para proteger a indústria brasileira — atualmente, os carros importados pagam até 35% de Imposto de Importação no Brasil, mas com o texto prevê redução da tarifa até 0%.  

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Fim do imposto de importação

Vale destacar que a redução das alíquotas para automóveis é gradual. Para veículos convencionais, que são considerados bens industriais sensíveis, pode levar 15 anos para o imposto ser zerado. Já no caso de modelos eletrificados, a janela de transição chega a 18 anos. A lentidão é proposital, e vem como uma forma de permitir que as fábricas nacionais não sejam ameaçadas por uma enxurrada de importados. É por isso que, para garantir a estabilidade do mercado interno, o acordo prevê a "cláusula de salvaguarda". 

Trata-se de um mecanismo que permite que o governo suspenda temporariamente a redução tarifária caso as importações subam a ponto de colocar a indústria doméstica em risco. Em outras palavras, o acordo pode, sim, reduzir o custo de importação dos carros europeus no Brasil, mas o efeito deve ocorrer de forma lenta e gradual

"Hoje, muitas marcas de luxo montam no Brasil para evitar a tributação de 35%. "Com o acordo, pode ficar mais barato importar diretamente da Europa do que montar localmente, especialmente nesses segmentos”, explicou Francisco Arrighi, presidente da Fradema Consultoria Tributária, em entrevista ao Uol. 

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