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Sucessor do Bugatti Chiron aposentará motor W16, mas não será elétrico

Por| Editado por Jones Oliveira | 24 de Fevereiro de 2022 às 17h10

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Divulgação/Bugatti
Divulgação/Bugatti

O futuro superesportivo da Bugatti está a caminho, mas, como já havia adiantado Mate Rimac, CEO da montadora, não será elétrico. A novidade anunciada em entrevista ao Automotive News Europe é que o lançamento também não será 100% a combustão.

Segundo o executivo, a tendência é que a Bugatti apresente futuramente um modelo totalmente elétrico para o mercado, mas “este dia não será hoje”. “Ele será altamente eletrificado, mas não elétrico puro. Sempre fui um cara apaixonado por desempenho e louco por carros. Acho que quando as pessoas virem a próxima edição do Bugatti ficarão surpresas”, apostou.

Entre as surpresas reveladas está a “aposentadoria” do motor W16, badalado propulsor que embalou o Bugatti Chiron em sua aventura que culminou com a chegada aos 414 km/h em uma autoestrada na Alemanha.

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“Se você olhar para a Bugatti, tudo é baseado no motor W16, que tem quase duas décadas. É um motor incrível que criou o negócio de hipercarros. Seria fácil permanecer com ele e encerrar o dia, mas tudo será desenvolvido do zero. Considerando a marca e os clientes e a tecnologia disponível, acho que estamos desenvolvendo a melhor solução possível para a Bugatti”.

Novo Bugatti foi inspirado no Chiron

Rimac não chegou a dar mais detalhes sobre o supercarro, mas adiantou que a ideia de manter motores a combustão vivos na montadora, agora em um modelo híbrido, teve um empurrãozinho do Chiron.

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O clássico esportivo da marca alcançou números impressionantes em 2021, estabelecendo recorde dos 112 anos de história da Bugatti. O modelo vendeu todas as 40 unidades produzidas e contribuiu para os mais de 150 pedidos entregues pela marca, 60% deles a novos clientes.

O desafio, agora, é manter o ritmo com o supercarro híbrido. “Os volumes combinados de Rimac e Bugatti o tornam de longe o maior player no mercado de hipercarros. Estamos falando de centenas de milhões em receitas”, concluiu.

Fonte: Automotive News Europe