Serviço de táxi voador deve custar menos do que Uber Black, diz estudo

Serviço de táxi voador deve custar menos do que Uber Black, diz estudo

Por Felipe Ribeiro | Editado por Jones Oliveira | 09 de Junho de 2022 às 09h30
Divulgação/ Embraer

A Deloitte divulgou um dado importante nesta semana e que pode nos dar um vislumbre do que serão os serviços de táxis voadores no futuro. No estudo "Mobilidade Aérea Avançada, Interrompendo o Futuro da Mobilidade”, a companhia projeta que, em até 10 anos, será possível que viagens em carros voadores ou eVTOLs custem menos por pessoa do que um Uber Black.

A explicação sugere que, por ter um perfil de compartilhamento de caronas, os táxis voadores serão mais rentáveis e estimularão as pessoas a utilizá-los. O fato de esses veículos também serem elétricos e mais amigáveis ao meio ambiente pode ajuda a diminuir ainda mais os custos. O conceito para isso é chamado de Mobilidade Aérea Avançada (AAM, na sigla em inglês).

"Nosso estudo mostrou que a melhoria da velocidade desses táxis aéreos pode ser de três a cinco vezes mais rápida do que as opções de hoje. Se você puder pegar um desses veículos aéreos e os custos forem comparáveis ​​e o táxi aéreo tiver zero emissões, parece uma decisão fácil", disse John Coykendall, diretor-líder da divisão de Defesa e Aeroespacial dos EUA e Global da Deloitte, ao Robb Report.

Imagem do que seria um vertiporto em uma grande cidade (Imagem: Divulgação/ Embraer)

O material também mostra que os primeiros e últimos quilômetros de uma viagem podem fazer a diferença na hora de escolher entre o uso de um carro voador e um Uber convencional. Por exemplo: se você estiver longe de um vertiporto (local onde os táxis pousam e decolam), talvez sua decisão seja diferente.

A Deloitte explica que, além dessas questões, situações de mercado também podem influenciar no preço da viagem, como a oferta de carros voadores, a produção desses modelos e até a infraestrutura para abrigar os veículos. Cidades grandes precisariam de mais de 5 mil pontos de acesso.

Você deixaria de usar um Uber Black para se arriscar em um táxi voador?

Fonte: Deloitte

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