Montadoras se organizam para proibir venda de carros chineses
Por Paulo Amaral |
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As principais montadoras com atuação nos Estados Unidos decidiram reforçar a pressão sobre o Congresso para impedir de vez a venda de carros chineses no país. O movimento é liderado pela Alliance for Automotive Innovation, associação que representa fabricantes como General Motors, Ford, Stellantis, Toyota e Volkswagen.
Em uma manifestação enviada aos parlamentares, a entidade pediu que o projeto de lei seja aprovado antes do encerramento da atual sessão legislativa, previsto para dezembro. A iniciativa busca transformar em lei federal as barreiras que já dificultam a entrada de modelos chineses no mercado americano.
O argumento das fabricantes envolve tanto a proteção dos investimentos feitos na indústria local quanto preocupações com a segurança nacional. Para elas, os sistemas conectados dos carros modernos podem permitira coleta de informações sensíveis sobre motoristas e estradas dos Estados Unidos.
Carros conectados estão no centro da preocupação
Segundo a associação, automóveis equipados com internet, câmeras e sensores podem reunir dados sobre deslocamentos e vias percorridas, criando riscos de espionagem caso essas informações sejam acessadas pela China. A entidade também afirma que precisa proteger os bilhões de dólares investidos pelas fabricantes em fábricas e operações no território americano.
Os Estados Unidos já adotam medidas contra a entrada desses modelos. Além de tarifas de importação superiores a 100% sobre carros elétricos chineses, uma regra do Departamento de Comércio, estabelecida no início de 2025, restringe softwares e componentes da China em veículos conectados. As montadoras querem agora consolidar essas limitações em uma legislação permanente.
Projeto tem prazo curto para avançar no Congresso
Batizada de Connected Vehicle Security Act, a proposta foi apresentada pelos senadores Bernie Moreno, do Partido Republicano, e Elissa Slotkin, do Partido Democrata. O texto passou por uma comissão do Senado em julho e também ganhou força na Câmara dos Representantes, onde sua versão já conta com mais de cem coautores.
A pressão aumentou diante do calendário apertado: o Congresso retoma os trabalhos após as eleições de meio de mandato e a sessão termina em dezembro. A entidade cita ainda o avanço das marcas chinesas na Europa, que recebeu mais de 1,1 milhão de veículos produzidos na China entre janeiro e agosto de 2026. A China rejeita as acusações e rotula a atitude dos EUA como "repressão injustificada" contra suas empresas.
Já que estamos falando dos Estados Unidos e, claro, de carros, que tal saber quanto custa importar um carro antigo, daqueles de coleção, dos EUA para o Brasil?
