França quer oferecer US$ 3 mil para quem trocar carro por bicicleta elétrica

França quer oferecer US$ 3 mil para quem trocar carro por bicicleta elétrica

Por Felipe Demartini | Editado por Jones Oliveira | 14 de Abril de 2021 às 15h46
AlkeMade/Pixabay

O governo da França quer oferecer € 2.500, o equivalente a US$ 3 mil ou cerca de R$ 17 mil, aos cidadãos que trocarem seus veículos à combustão por uma bicicleta elétrica. A iniciativa foi aprovada de forma preliminar pelos legisladores do país e, se transformada em realidade, fará parte dos movimentos do país para reduzir as emissões de carbono e o trânsito em suas grandes cidades.

A proposta foi uma adição a um projeto de lei ainda maior, voltado à redução dos níveis de poluentes do país em 40% até 2030. Além disso, a ideia é seguir outros incentivos financeiros do tipo que deram certo em outros países europeus, com descontos e isenções que levaram a um crescimento significativo no uso do transporte público e de alternativas de locomoção menos poluentes.

Ainda que a França alegue ser a primeira no mundo a oferecer dinheiro para a troca de carros à combustão por bicicletas, especificamente, outras ideias semelhantes já foram aplicadas no continente. A Finlândia e a Lituânia, por exemplo, concederam descontos de até € 1.000 (cerca de R$ 6,7 mil) para a troca de veículos convencionais por elétricos, bikes ou tíquetes de transporte de uso contínuo, em iniciativas consideradas altamente bem-sucedidas e que foram adotadas por mais de 8,5 mil pessoas.

No caso francês, apesar de o montante maior ser voltado à compra de bicicletas, carros elétricos também devem fazer parte da iniciativa. Mais do que tudo isso, a ideia da Federação Francesa de Ciclistas (FUB, na sigla em francês), que trabalhou ao lado dos legisladores na proposta, é garantir que o número de veículos nas grandes cidades do país seja reduzido, e não apenas atualizado.

Como dito, a proposta foi aprovada em uma votação preliminar e ainda deve tramitar antes de se tornar realidade. Não existe previsão de quanto o governo francês adotará a medida.

Fonte: Reuters

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