Ferrari SF90 Stradale: entenda história do supercarro que virou alvo na justiça
Por Danielle Cassita |

Um impasse judicial da venda fraudulenta de uma Ferrari SF90 Stradale Assetto Fiorano, avaliada em R$ 4 milhões, mobiliza a Justiça de São Paulo e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Tudo começou quando o empresário Leonardo Rodrigues, o proprietário original do supercarro, entregou o veículo em uma transação intermediada. O problema? Os três cheques que somavam R$ 1,8 milhão e um relógio de luxo da marca Richard Mille, que o pagamento, eram falsos.
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Para completar, a SF90 é a única no Brasil na configuração em questão. Segundo a apuração do Uol Carros, a defesa de Rodrigues afirma que as tratativas foram conduzidas por Carlos Eduardo Barbosa, intermediário que atuava em nome da empresa de Boris Maciel Padilha.
O operador confessou em depoimento policial que tinha ciência de que os cheques eram sem fundo e de que o relógio era uma réplica, e justificou a participação no esquema por problemas financeiros. Por outro lado, a defesa de Padilha sustenta que a compra foi regular, que as cautelas de praxe foram tomadas e que o empresário atua no mercado de altíssimo padrão há três décadas sem histórico de irregularidades.
Ferrari no Brasil
O caso ganhou ampla repercussão devido à reviravolta na guarda do automóvel de luxo, que é exemplar único no Brasil com essa configuração. Inicialmente, o Ministério Público devolveu a posse do bem a Rodrigues, mas recuou da decisão após a manifestação da defesa de Padilha, cujos advogados alegam que ele adquiriu o veículo legalmente e, portanto, seria um ter de boa-fé na polêmica negociação.
A mudança de postura da promotoria foi fundamentada pelo princípio da boa-fé objetiva. O órgão esclareceu que o primeiro parecer foi emitido em regime de plantão, antes que a defesa de Padilha anexasse as contraprovas ao processo. Ao analisar os documentos, a Justiça entendeu que não havia indícios de dolo por parte de Boris, o comprador final, e por ora a negociação de Boris permanece válida.
Para Rodrigo Malheiros, sócio-proprietário da Marmo & Malheiros Advogados, a conclusão reverte a conclusão inicial da promotoria, de que o supercarro foi entregue em troca de um pagamento inexistente. Agora, o processo segue em fase inicial e a Justiça ainda não decidiu qual dos envolvidos está correto.
Fonte: Uol