Ford tem "fórmula" para baratear carro elétrico e encarar chineses
Por Paulo Amaral |

Ultrapassada pela BYD na lista das montadoras que mais vendem carros globalmente, a Ford sabe que terá que mudar sua estratégia para voltar ao jogo. Para isso, o foco principal está na produção de carros elétricos mais baratos, repetindo a fórmula que ajudou a colocar as marcas chinesas em posição de destaque.
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Em um comunicado divulgado nesta semana, a marca estadunidense revelou ter descoberto o "segredo" para colocar em prática a fabricação de uma nova linha de EVs mais acessíveis.
A empresa anunciou que pretende reduzir o tamanho das baterias de seus carros elétricos e, assim, conseguir lançar modelos na faixa de até R$ 150 mil, compatíveis com os preços praticados por GWM, Geely, BYD e outras marcas de origem chinesa.
A ideia principal parte do princípio de que, ao diminuir a capacidade das baterias, os carros possam ser produzidos com custos reduzidos, sem comprometer a autonomia necessária para o uso urbano.
Ford fala em "ajuste de abordagem"
Embora tenha sido deixada para trás pela BYD e amargado prejuízos bilionários com seus carros elétricos nos últimos anos, a Ford não pensa em recuar ou desistir da eletrificação da frota. Para a Ford, a resposta passa por reposicionar seus produtos e apostar em veículos mais populares, em vez de focar apenas em modelos premium.
Segundo o CEO Jim Farley, a meta é lançar, já no próximo ano, modelos compactos e acessíveis, culminando em uma picape elétrica média prevista para 2027, com preço estimado em US$ 30 mil (cerca de R$ 156 mil). Essa faixa de valor é considerada estratégica para competir diretamente com os chineses e atrair consumidores norte-americanos e brasileiros.
O grande desafio da Ford será equilibrar custo e desempenho. Reduzir o tamanho das baterias pode significar menor autonomia, o que exige soluções inteligentes em design e eficiência energética. Além disso, a empresa precisa convencer o consumidor de que seus EVs de entrada são confiáveis e capazes de atender às necessidades diárias, sem a sensação de que terão tecnologias limitadas.
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