Cidade de Nova Iorque começa a testar carros autônomos

Por Felipe Ribeiro | 09 de Agosto de 2019 às 09h33
Brittainy Newman/The New York Times

A cidade de Nova Iorque acaba de receber seus primeiros carros autônomos para testes. Mas, enganam-se aqueles que pensam que esses veículos estão à solta pelas movimentadas ruas de uma das megalópoles mais insanas do mundo. Seis carros elétricos da Polaris controlados pela startup Optimus Ride estão rodando gratuitamente dentro do Brooklyn Navy Yard, um antigo estaleiro da Marinha dos Estados Unidos e que hoje funciona como centro de fabricação e tecnologia. A área total do local é de 1.214.057m².

Os veículos circularão nesse espaço nos sete dias da semana para atender aos passageiros que utilizam uma balsa que começou a operar por ali. O serviço, de início, será sem custos e qualquer pessoa poderá testá-lo. A frota de seis veículos elétricos Polaris que está operando no Navy Yard foi adaptada com scanners a laser, câmeras e um sistema de computador sofisticado.

Desde 2015, quando foi fundada, a Optimus Ride já forneceu mais de 20 mil veículos autônomos, principalmente em torno do bairro de Seaport, em Boston, onde fica situada, e também em uma comunidade residencial em South Weymouth, Massachusetts, subúrbio de Boston. Os carros complementaram o serviço local de ônibus e trem, levando os passageiros às estações.

Brooklyn Navy Yard (Imagem: The New York Times)

Os passageiros em veículos Optimus Ride nunca estão a bordo sozinhos. Uma equipe de duas pessoas — um motorista de segurança e um operador de software — participa de cada passeio para assumir o volante, se necessário, e para coletar dados para ajudar a desenvolver um sistema abrangente de tecnologia sem motorista.

A empresa não teve nenhum acidente ou ferimento envolvendo os carros sem motoristas, disse Ryan Chin, cofundador e presidente executivo da Optimus Ride. "A maioria dos acidentes é causada por erro humano", disse Chin, incluindo pessoas dirigindo, digitando mensagens de texto ou embriagadas e adormecendo ao volante. “Essas são todas as características humanas que podemos realmente programar fora do veículo. Nossos computadores nunca ficarão cansados ​​enquanto houver energia”, garante.

Veículo autônomo da Optimus Ride (Imagem: Brittainy Newman/The New York Times)

O estaleiro onde os testes estão sendo conduzidos é descrito como "uma cidade dentro de outra cidade", contendo 400 empresas e 10 mil trabalhadores. Recentemente ele se tornou uma espécie de laboratório para tecnologia urbana, sobretudo porque há menos regulamentações e restrições do que nas vias públicas. Prova disso é que o Citi Bike, programa de compartilhamento de bicicletas, foi testado pela primeira vez no pátio antes de ser lançado em Manhattan. Drones também foram usados ​​para inspecionar edifícios por lá.

Funcionamento do carro

Recentemente, em um teste, Greg Zborowski, engenheiro de sistemas da Optimus, fez uma demonstração de como o carro funcionará. Depois de dar a partida, o veículo começou a funcionar, acelerando sem ultrapassar os 24km/h. Ele está programado, também, para obedecer a todas as regras de trânsito. Por exemplo: em um sinal de parada, ele parou completamente. Ele avançou para a frente para limpar um ponto cego e fez uma curva à esquerda, seguida de uma virada rápida à direita. Mais tarde, desviou em torno de um motorista abrindo a porta do carro.

Ruijie He, o vice-presidente de engenharia da Optimus, sentou-se ao lado de Zborowski com um notebook que estava conectado ao painel. A tela mostrava os cálculos em tempo real do carro, já que seus sensores registravam outros carros, pedestres e ciclistas.

Os carros autônomos da Optimus começaram a funcionar na última quarta-feira (7).

Fonte: The New York Times

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