Publicidade

Anfavea quer antecipar imposto de 35% para por fim à “invasão chinesa”

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

Compartilhe:
Divulgaçõ/GWM
Divulgaçõ/GWM

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) está preocupada com a nova “invasão chinesa” no mercado automotivo do Brasil e, como fez em um passado recente, buscou ajuda junto ao Governo Federal para não perder ainda mais espaço.

Continua após a publicidade

Márcio de Lima Leite, presidente da entidade, admitiu nesta terça-feira (25), durante um seminário organizado pela AutoData, em São Paulo, que as montadoras instaladas no Brasil pediram para a Anfavea tentar antecipar a alíquota de 35% sobre a importação de carros eletrificados, prevista para entrar em vigor somente em julho de 2026.

O cronograma estabelecido pelo Governo Federal determina que, em julho, a alíquota de importação, que em janeiro passou a ser de 10% para carros elétricos puros e de 12% para híbridos plug-ins e leves, será reajustada para 18%, 20% e 25% respectivamente. Está previsto um novo reajuste em janeiro de 2026 e, apenas em julho, o teto de 35% para todos os segmentos de eletrificados seria alcançado.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Apesar do pedido para antecipar o teto da tarifa já para o próximo mês, dois anos antes do prazo original, o presidente da Anfavea garantiu que “não quer guerra com os importados”. O executivo admitiu, porém, que o momento é de cautela e que se faz necessário observar a alta nas vendas dos carros chineses para “não colocar os investimentos em risco”.

Brasil já é maior importador da China

O principal motivo pelo qual a Anfavea quer antecipar para já a alíquota de importação sobre carros eletrificados importados está nos números recentes divulgados pela Associação de Carros de Passageiros da China (CPCA).

Segundo o órgão, o Brasil se tornou o maior importador de carros eletrificados chineses do mundo, com um salto de 536% em relação ao que foi registrado nos quatro primeiros meses de 2023.

No recorte geral, incluindo importados a combustão, a alta também é significativa. Entre janeiro e maio o Brasil importou 159,3 mil carros, alta de 37,8% em relação ao ano anterior. Deste total, 42,8 mil vieram da China.

A “invasão chinesa” que tanto preocupa o presidente da Anfavea, aliás, tende a aumentar, já que a BYD e a GWM, já estabelecidas por aqui, agora têm a companhia de novas marcas no mercado nacional, como Omoda, Zeekr e, mais recentemente, Neta.