5 fabricantes que terão carros híbridos nacionais por causa do Proconve
Por Paulo Amaral |

As novas regras fase 8 do Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve) começarão a valer a partir de 2027 e exigirão que as montadoras reduzam de forma drástica as emissões de poluentes em seus veículos. Para atender às novas normas, cinco marcas já confirmaram que vão produzir carros híbridos nacionais, trazendo ao consumidor opções mais sustentáveis e alinhadas às tendências globais.
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Essa mudança não acontece por acaso. O Proconve quer estabelecer limites cada vez mais rígidos até 2031. Isso irá forçar as marcas a investir em tecnologias de eletrificação, e a solução mais viável para o curto prazo é o sistema híbrido, que combina, em diferentes níveis, motor a combustão com propulsão elétrica.
Com essa estratégia, as montadoras tendem a conseguir equilibrar a média de emissões de sua frota e, ao mesmo tempo, oferecer veículos mais eficientes. Para o consumidor, o impacto será direto: maior economia de combustível, redução de custos de manutenção e acesso a modelos modernos produzidos no Brasil.
5. Volkswagen
A Volkswagen vai iniciar sua produção nacional de híbridos com a picape Tukan, que não substituirá a Saveiro. A caminhonete terá motor 1.5 TSI associado a um sistema híbrido leve de 48 volts. Esse conjunto já é utilizado na Europa e promete eficiência próxima à de híbridos plenos.
A marca também prepara híbridos completos, começando pela nova geração do T-Cross, seguida pelo Nivus. Há ainda planos para versões com tração 4x4, talvez em uma geração futura da Amarok.
4. Chevrolet
A Chevrolet reviu sua estratégia e decidiu investir em híbridos leves de 48 volts. Os primeiros modelos serão a Montana e o Tracker, ambos com motor 1.2 turbo flex auxiliado por um motor elétrico, previstos para 2027.
Além disso, a marca prepara o Captiva híbrido plug-in, que poderá ser montado no Brasil em regime CKD. Essa mudança representa uma correção de rota importante para a GM, que busca recuperar espaço no segmento de eletrificados.
3. Honda
A Honda anunciou investimentos de R$ 4,2 bilhões no Brasil até 2030, incluindo a produção de híbridos flex. O primeiro será a nova geração do HR-V, prevista para 2027 ou 2028, com sistema híbrido pleno baseado no E:HEV já usado em Civic e Accord.
O motor a combustão será um 1.5 flex, trabalhando em conjunto com um motor elétrico de 131 cv. Esse conjunto prioriza a tração elétrica em baixas velocidades, garantindo eficiência superior e tornando o HR-V um dos híbridos mais econômicos do país.
2. Renault
A Renault aposta no recém-chegado Koleos e na inédita picape Niagara, equipada com o sistema E-Tech Hybrid 4x4. O eixo dianteiro será tracionado pelo motor 1.3 turbo com auxílio híbrido leve, enquanto o traseiro contará com motor elétrico de 31 cv, capaz de atuar sozinho em determinadas situações.
Além da Niagara, modelos como Kardian e Boreal também receberão eletrificação leve de 48 volts. A marca já adaptou seu câmbio de dupla embreagem para integrar motores elétricos, o que facilita a transição para sistemas híbridos.
1. Stellantis
A Stellantis já definiu sua rota de eletrificação no país. Os motores 1.0 e 1.3 turbo vão receber sistemas híbridos leves, com eletrificação de 12 volts e 48 volts, respectivamente. Essa tecnologia deve estrear no Jeep Renegade reestilizado e se expandir para Compass, Commander, Fiat Toro, Fastback Abarth e Pulse Abarth.
Além disso, Peugeot 208 e 2008 também já rodam com versões híbridas, e novos modelos como o Jeep Avenger e a próxima geração do Fiat Argo devem seguir o mesmo caminho. A estratégia da Stellantis é aproveitar atualizações de linha para introduzir a eletrificação de forma gradual.