SpaceX quer que Starlink seja um negócio à parte e com capital aberto

Por Patrícia Gnipper | 07 de Fevereiro de 2020 às 20h50
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O projeto Starlink, da SpaceX, está "voando" — com o perdão do trocadilho. Esta é a iniciativa da empresa espacial de Elon Musk que está lançando uma constelação de satélites à órbita da Terra para fornecer internet de alta velocidade a qualquer lugar do planeta. É que, além de já ter feito alguns lançamentos bem sucedidos, o projeto tem tanto potencial que a companhia possivelmente o tornará um negócio à parte para se tornar uma empresa de capital aberto.

Quem falou sobre isso foi a presidente e COO da SpaceX, Gwynne Shotwell, durante um evento para investidores. "No momento, somos uma empresa privada, mas o Starlink é o tipo certo de negócio que podemos levar adiante e tornar público", disse.

Na visão da Bloomberg, iniciar uma oferta pública do Starlink "daria aos investidores a chance de comprar uma das operações mais promissoras da empresa de capital fechado". E, segundo a CNBC, Elon Musk disse a repórteres que "o Starlink pode gerar uma receita de US$ 30 bilhões por ano, ou cerca de 10 vezes a maior receita anual esperada para o negócio principal de foguetes", referindo-se à própria SpaceX.

Foguete Falcon 9 levando um lote de satélites Starlink à órbita da Terra (Foto: SpaceX)

O projeto Starlink tem permissão da Comissão Federal de Comunicações (FCC) para lançar quase 12 mil satélites, sendo que, até então, cerca de 240 já foram enviados à órbita. Contudo, Musk busca permissão para aumentar este número total para até 42 mil, lançando 30 mil satélites além do planejado inicialmente — tudo para garantir a oferta de banda larga de alta velocidade a toda a extensão do globo, incluindo áreas remotas e isoladas. A empresa pretende começar a oferecer essa conectividade a algumas regiões dos Estados Unidos já no final deste ano e, para isso, tem programados diversos lançamentos com novos lotes de 60 unidades, cada.

Contudo, dificilmente o Starlink, ao se tornar uma empresa à parte, ficará independente da SpaceX. Afinal, a companhia é especializada em desenvolver e operar foguetes reutilizáveis, que barateiam os custos por lançamento, e vem ganhando autoridade no mercado aeroespacial, sendo parceira até mesmo da NASA. Sendo assim, é provável que, caso o Starlink se torne uma empresa paralela e de capital aberto, firme algum tipo de acordo com a SpaceX para garantir o uso contínuo do foguete Falcon 9, com o qual fez os lançamentos anteriores.

Fonte: Bloomberg, CNBC

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