SpaceX quer colocar internet banda larga Starlink para funcionar já em 2020

Por Daniele Cavalcante | 17 de Setembro de 2019 às 21h10
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A SpaceX está trabalhando para que possa se tornar um dos maiores provedores de Internet do mundo o mais rápido possível. O plano é colocar em órbita terrestre uma constelação de milhares de satélites para transmitir banda larga do espaço, sendo que, em maio desse ano, foram lançados 60 satélites para começar a formar a megaconstelação Starlink — e isso foi apenas o começo.

Na semana passada, a empresa planejou o lançamento de um número sem precedentes de foguetes para o próximo ano. Serão até 24 missões dedicadas exclusivamente ao transporte de satélites que transmitirão banda larga do espaço. Além disso, a companhia pediu recentemente aos reguladores dos EUA permissão para reorganizar sua constelação, de modo que menos satélites possam cobrir um território maior, de acordo com documentos apresentados à Comissão Federal de Comunicações.

Até o final de 2020, se tudo der certo para a empresa de Elon Musk, a SpaceX poderá oferecer internet de alta velocidade ao sul dos Estados Unidos. A área de cobertura pode aumentar após a temporada de furacões de 2021, incluindo territórios norte-americanos como as Ilhas Virgens Americanas e Porto Rico.

Mas haverá muito trabalho pela frente. Por exemplo, a FCC ainda não concedeu permissão à SpaceX para reconfigurar seus satélites, e potenciais concorrentes dessa iniciativa já reagem aos planos do Starlink. Por outro lado, há apoio dos reguladores que se mostraram ansiosos para que tudo comece a funcionar logo. O próprio presidente da FCC, Ajit Pai, disse que a Starlink é uma "tecnologia inovadora" que poderia ajudar a "alcançar americanos que vivem em áreas rurais ou de difícil acesso".

Satélite da megaconstelação Starlink (Imagem: SpaceX)

Um relatório publicado nesta terça-feira (17) pela empresa financeira Morgan Stanley estima que a Starlink pode transformar a SpaceX em uma empresa de US$ 52 bilhões, potencialmente tornando-se a empresa privada mais valiosa dos EUA. O CEO Elon Musk disse, no início deste ano, que espera que a Starlink obtenha até 3% da receita global de conectividade à Internet, o que pode resultar em aproximadamente US$ 30 bilhões a mais no bolso da SpaceX, por ano.

Pois é, o projeto pode ser extremamente lucrativo, mas há um objetivo ainda maior por trás desse plano ambicioso: é que a Starlink é fundamental para o financiamento da SpaceX no que diz respeito à exploração de Marte. Ou seja, o serviço de internet fornecido pela constelação de satélites servirá como principal renda para a SpaceX financiar o Super Heavy-Starship — o foguete reutilizável que a empresa pretende usar para levar até 100 pessoas de uma só vez para a Lua ou Marte.

Mas nada é garantido, segundo o relatório da Morgan Stanley. Se a Starlink falhar, a SpaceX poderá ter uma avaliação de apenas US$ 5 bilhões. Tentativas de construir uma constelação como a Starlink falharam nas décadas anteriores, e a SpaceX não é a única nesse tipo de empreendimento — a OneWeb e a Amazon também têm seus próprios planos de para colocar megaconstelações em órbita e Internet a todo o mundo.

Fonte: CNN

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