Funciona! Elon Musk posta no Twitter usando internet de satélite Starlink

Por Rafael Rodrigues da Silva | 22 de Outubro de 2019 às 15h15
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Não é novidade que um dos planos mais ambiciosos da SpaceX neste momento é a criação do Starlink, uma constelação de satélites de internet capaz de oferecer conexões de alta velocidade a qualquer lugar do planeta.

O projeto ainda está longe de estar operacional, já que a companhia colocou apenas 60 satélites em órbita — o que pode parecer muito, mas é uma quantidade ínfima perto dos 12 mil que a companhia já tem permissão para lançar, e do pedido que ela está fazendo ao governo dos Estados Unidos para obter a permissão de lançar mais 30 mil além desses que ela já pode enviar para o espaço. Ou seja, no total, é possível que o projeto envolva até 42 mil satélites para atingir seu objetivo final.

Mas, apesar de ainda estar nas fases mais iniciais possíveis, já é possível ter uma amostra de que esse sistema realmente funciona. Isso porque, na madrugada desta terça-feira (22), Elon Musk, CEO e fundador da SpaceX, tweetou uma mensagem que foi postada utilizando a conexão do Starlink, provando a todos que o sistema realmente funciona.

Só que, apesar de funcional, o sistema ainda está longe de ser disponibilizado comercialmente, já que Musk já avisou que serão necessários pelo menos 800 satélites em órbita para garantir uma cobertura “moderada” de internet. E ele pode precisar se apressar em seus lançamentos, já que a SpaceX não é a única com interesse em fornecer este tipo de serviço: a OneWeb já começou a lançar os primeiros satélites de uma rede de 650 neste ano, e a Amazon tem planos de mandar à órbita 3.000 satélites de transmissão próprios com o mesmo objetivo.

Esse tipo de empreendimento é possível pela drástica diminuição de custos para se enviar um satélite ao espaço que ocorreu nos últimos anos, e deverá mais do que dobrar a quantidade de satélites orbitando nosso planeta. Isso tem levantado alguns atritos entre essas empresas e astrônomos, que estão preocupados não apenas com a quantidade de lixo espacial que esses satélites irão gerar, mas também com o fato de que a observação de corpos celestes será dificultada com tantos satélites orbitando o planeta, criando uma espécie de “rede” que poderá atrapalhar o uso de telescópios da maneira como é feita hoje em dia.

Fonte: Twitter

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