Apple perde cerca de US$ 8 bilhões após o anúncio da saída de Jony Ive

Por Rafael Rodrigues da Silva | 28 de Junho de 2019 às 16h20
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Na última quinta-feira (27) a notícia da saída do lendário designer Jony Ive — um dos responsáveis pela criação do iPhone — de sua posição na Apple foi sentida por todo o mercado de tecnologia e surpreendeu não apenas os fãs, mas também a Bolsa de Valores.

Logo depois do anúncio da saída de Ive da empresa, as ações da Apple tiveram uma queda de 0,87% como consequência da notícia. Ainda que, em matéria percentual, a queda tenha sido quase que irrelevante, o escopo de negócios da Apple faz com que ela pareça muito mais grave quando olhamos as cifras em dinheiro: mesmo sendo menor que 1%, esse percentual significa que, por causa da saída de um de seus funcionários, a empresa perdeu cerca de US$ 8 bilhões em seu valor de mercado — o que mostra como a presença de Ive era importante na Apple.

Na tentativa de acalmar o mercado, o CEO da empresa, Tim Cook, foi categórico ao afirmar que, ainda que Ive estivesse se desvencilhando da Apple, o relacionamento entre eles ainda não havia chegado ao fim. Isso porque ele está saindo da companhia da maçã para iniciar a Lovefrom, uma empresa de design independente que terá a própria Apple entre seus clientes.

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A necessidade de acalmar os ânimos após uma queda de percentual aparentemente tão pequeno de suas ações é por conta de todo o histórico recente da companhia: desde outubro de 2018, a Apple já somou um prejuízo de 10% em suas ações, como consequência da guerra fiscal entre Estados Unidos e China e da queda pela procura de smartphones da empresa.

Na Apple desde 1992 e líder do departamento de design da empresa desde 1996, Jony Ive era um dos remanescentes da “era de ouro” da empresa que mudou o mundo com o lançamento do iPhone, mas já há algum tempo ocupava um cargo administrativo sem qualquer responsabilidade real. Assim, por mais estranho que pareça, é provável que a saída como executivo da Apple para se tornar um consultor da empresa pode fazer com que ele volte a trabalhar mais de perto com o desenvolvimento de novos produtos e se reaproximar da função de “guru do design” que desempenhou durante a era dourada da empresa.

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Fonte: Business Insider

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