Minas Gerais é primeiro estado a usar blockchain na administração pública

Minas Gerais é primeiro estado a usar blockchain na administração pública

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 11 de Outubro de 2021 às 22h40
Envato/biasciolialessandro

Minas Gerais é o primeiro Estado do Brasil a ter uma rede de blockchain própria voltada para a administração pública estadual. Os primeiros nós dessa rede, instalada no data center da Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge), já estão no ar.

A infraestrutura comporta a segmentação lógica dos dados, o que permite que seja usada por diferentes sistemas e aplicações. Além disso, apoia práticas de governança como modelos de uso e criptografia de dados. O governo mineiro diz que a plataforma está associada a compartilhamento de informação, confiabilidade, descentralização e rastreabilidade.

Por ser um sistema descentralizado, a rede terá uma estrutura dinâmica e deve ser expandida a partir da participação de órgãos e entidades de governo. “Quanto mais nós forem integrados, mais robusta a rede se tornará”, explica Roberto Reis, diretor-presidente da Prodemge.

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Imagem: Reprodução/Envato/iLexx

Segundo Reis, a empresa estimula e apoia o desenvolvimento da tecnologia em outros órgãos para fazer a rede crescer. “Esse é um projeto muito importante para nós, da Prodemge, e para toda a administração pública. Estamos inovando e colocando o Governo de Minas na vanguarda de tecnologia da informação. Essa ferramenta é fundamental na busca da transformação digital do Estado.”

Meio ambiente

O primeiro sistema a usar a rede é o MG Florestas, que controla, de forma eletrônica, todas as etapas da cadeia do carvão vegetal em Minas Gerais. A iniciativa é conduzida por uma parceria entre o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Prodemge, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

O objetivo é que a medida aumente a transparência e a fiscalização das ações sobre o meio ambiente. Além disso, o projeto deve valorizar o produto legal por meio da tecnologia.

Fonte: Agência Minas Gerais

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