Black Friday | Como saber se uma loja é confiável?

Por Felipe Demartini | 22 de Outubro de 2020 às 19h15
Canaltech

A Black Friday está chegando no dia 27 de novembro e, desde já, tem muita gente preparando o cartão de crédito para a temporada de ofertas. A tradição americana que desembarcou no Brasil nos últimos anos costuma trazer bons preços, mas, também, uma enxurrada de tentativas de golpes ou fraudes; além de sites que não são bem o que parecem enquanto tentam encantar os consumidores com preços convidativos ou bem abaixo do padrão.

E como checar se uma loja é confiável na Black Friday? Como os clientes devem agir antes de fazer a compra no produto e quais caminhos seguir para ter a certeza de fazer uma boa compra? Os descontos são realmente o que parecem? O estabelecimento é legítimo? Seguir alguns passos simples e fazer um pouco de pesquisa são atitudes importantes para quem não quer ter problemas e aproveitar a onda de descontos com tranquilidade.

Pesquise em sites de reclamações e redes sociais

Sites de reclamações reúnem informações úteis e os índices de
resposta e resolução (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Uma busca rápida em mecanismos de busca e plataformas como Twitter ou Facebook são caminho rápidos para entender o nível de satisfação dos clientes com as lojas online. Existem, também, serviços como o Reclame Aqui, voltados justamente para fazer a intermediação de reclamações entre consumidores e empresas nos casos em que uma conversa com o serviço de atendimento não solucionou o problema.

Pela plataforma, é possível saber quais são os maiores índices de problemas dos clientes em cada loja e, também, se a companhia responde ou não às solicitações. É possível acessar relatos de problemas específicos e também entender de que forma o estabelecimento lidou em cada caso, ou ter acesso a um índice geral de satisfação que envolve não apenas a experiência de compra em si, mas também a resolução de eventuais questões.

Já no Twitter, uma busca pelo nome da loja pode trazer comentários e reclamações dos consumidores; vale a pena fazer uma busca pelo estabelecimento junto com o tipo de produto buscado, para dar uma refinada nos resultados apresentados. Já no Facebook, o caminho está nas postagens realizadas pela empresa, cujos comentários podem conter clientes tentando ser ouvidos — novamente, vale a pena prestar atenção na maneira como a empresa responde ou se as reclamações nunca recebem retorno algum.

Na soma de tudo isso, fica a avaliação. Será difícil encontrar um estabelecimento que não tenha absolutamente nenhum tipo de queixa de seus clientes, mas a quantidade delas indica se os problemas são comuns ou não. Da mesma forma, prestar atenção na forma como o comércio lida com os usuários, a velocidade nas respostas e a prestatividade das soluções dadas também podem ser fatores para saber se uma loja é confiável ou não.

Fique de olho nos preços

Comparadores exibem flutuações de valores, permitindo identificar promoções "falsas" (Imagem: Captura de Tela/Canaltech)

Uma prática comum de lojas pouco confiáveis na Black Friday é vender produtos por “metade do dobro”, ou seja, aumentar os preços dos produtos nas semanas anteriores à temporada de ofertas, para então, na semana derradeira, “baixar” os valores para o preço original alegando ser uma promoção. Sites comparadores de preços, porém, podem ajudar a detectar esse tipo de comportamento.

Dois bons exemplos de sites para isso são o Zoom e o Buscapé. Em ambos, é possível buscar por produtos e, em páginas dedicadas, ver um gráfico com a variação de preço dos itens nos últimos dias ou ao longo dos seis meses anteriores, com as linhas facilmente indicando subidas artificiais nos valores em preparação para a temporada de descontos (ou não).

Além disso, os comparadores de preços podem indicar os menores preços já oferecidos por um produto específico, ajudando a entender se aquela oferta realmente é vantajosa ou se dá para esperar mais um pouco para obter um valor ainda menor. Por fim, as plataformas oferecem ainda um serviço de alertas, no qual o usuário pode inserir quanto deseja pagar por um item, sendo avisado por e-mail quando aquele valor estiver disponível.

Sites oficiais e conexão criptografada

Ícone no próprio navegador exibe informações sobre a segurança das conexões a uma loja online (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Os valores e supostas promoções não são a única preocupação dos clientes na hora de comprar na Black Friday. Aproveitando as buscas incessantes por descontos, golpistas podem criar sites falsos para roubar dados pessoais dos clientes, incluindo versões que simulam a aparência de grandes varejistas e podem enganar os clientes mais desatentos.

Via de regra, um dos principais caminhos para garantir a confiabilidade em um marketplace é sempre acessar endereços oficiais, que costumam trazer o nome do estabelecimento seguido de .com.br. Ao visitar, vale a pena ficar esperto na presença de um cadeado na parte superior do navegador, ao lado da URL. Clicando no ícone, você tem acesso a mais detalhes da loja acessada — e uma confirmação de que o site é seguro, possuindo protocolos de segurança ativos para que as informações compartilhadas pelos clientes não sejam interceptadas por terceiros.

Muitas vezes, entretanto, ofertas especiais podem ser obtidas a partir de um link específico, o que exige cautela adicional — ainda assim, dificilmente, uma página destas terá um endereço muito diferente do oficial ou estará hospedada em um servidor não relacionado. Assim, vale a pena prestar atenção em links recebidos por redes sociais ou mensageiros instantâneos, para não comprar gato por lebre.

Confira os dados da loja

A lei exige que as lojas tragam CNPJ e dados acessíveis aos clientes (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

A legislação brasileira garante aos clientes acesso aos dados de lojas online, que sempre devem constar de forma visível, no rodapé ou em uma seção específica do site oficial. Basta rolar a página até o final para ter acesso a informações como CNPJ, endereço, razão social e até telefone; caso tais informações não estejam presentes, desconfie desde o início.

A presença de tais informações, entretanto, não são uma garantia. Vale a pena procurar endereços no Google, verificando para onde exatamente os dados apontam; ou dar uma olhada no site da Receita Federal para checar as informações de CNPJ. Desconfie de cadastros baixados, irregulares ou que não puderem ser encontrados no sistema, assim como localidades que levem a prédios residenciais, terrenos baldios ou que não existam em serviços de mapas.

Observe prazos de entrega e políticas de troca

Código de Defesa do Consumidor traz diretrizes e normas para troca e garantia (Imagem: Divulgação/Procon-MT)

Prestar atenção nos detalhes da compra é uma boa via para evitar dores de cabeça no pós-venda. Produtos de grande procura, por exemplo, podem ter prazos de entrega maiores em alguns casos, ou o estabelecimento pode estar vendendo, antecipadamente, itens que não possui em seu estoque, possibilidades que podem gerar maior demora no frete. Fique atento, também, para pré-compras e saiba estar adquirindo algo que ainda não foi lançado.

Além disso, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, quem faz compras online tem até sete dias, a partir do recebimento, para solicitar a troca ou devolução de valores em caso de desistência ou defeito, já que o cliente não viu de perto o item que adquiriu. A legislação também estabelece um prazo de 30 dias para reclamações de problemas em produtos não-duráveis e até três meses para itens duráveis.

Ainda assim, vale a pena ficar atento a condições especiais de garantia dos fabricantes e estabelecimentos, bem como condições especiais para troca e devolução de produtos utilizando serviços postais ou de entrega. Certifique-se, ainda, de guardar comprovantes de compra, notas fiscais e demais documentos, para que possam ser localizados e apresentados de maneira fácil caso necessário.

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