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Startup francesa inicia testes com jato executivo movido a hidrogênio

Por| Editado por Jones Oliveira | 22 de Setembro de 2023 às 08h30

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Divulgação/Beyond Aero
Divulgação/Beyond Aero

As empresas de aviação sabem da importância de diminuir a pegada de carbono e, por isso, vêm trabalhando no desenvolvimento de combustíveis mais limpos há alguns anos. Depois da Airbus e da Embraer terem apresentado seus projetos, chegou a vez da Beyond Aero entrar no circuito.

A startup sediada em Toulouse, na França, apresentou seu jato executivo movido a células de hidrogênio na última edição do Salão Aéreo Internacional de Paris. O sistema de propulsão em escala de 85 kW atualmente está em fase de testes de solo, mas a ideia é, em breve, colocá-lo no ar.

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O jato executivo movido a hidrogênio desenvolvido pela Beyond Aero tem alcance de 1.500 quilômetros, velocidade máxima de 575 km/h e capacidade para levar de 4 a 8 ocupantes.

“Nossa equipe projetou um sistema de propulsão híbrido de última geração que combina perfeitamente tanques de hidrogênio e baterias para alimentar a hélice rotativa. A melhor parte? Já está rugindo. Mas silenciosamente”, explica a empresa.

Infraestrutura é desafio

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Assim como no caso dos veículos terrestres, como carros e caminhões, que também já estudam a migração para o hidrogênio, a infraestrutura foi apontada como um dos principais desafios para uma aviação mais “ecologicamente correta”.

Valentin Chomel, diretor de Produto e Estratégia da Beyond Aero, e um dos fundadores da startup, argumentou que é mais fácil criar uma aeronave movida a hidrogênio do zero do que transformar gigantescos aviões em um meio de transporte menos poluente, mas fez um alerta.

Segundo o executivo, mais do que os cuidados necessários com armazenamento e gestão térmica do hidrogênio utilizado para abastecer os aviões, o que preocupa é garantir que haja infraestrutura suficiente para atender ao aumento da demanda. E ele aposta que ela aumentará exponencialmente.

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Para Chomel, trata-se de um dilema ao melhor estilo “o ovo ou a galinha”. De acordo com o executivo, “ninguém vai comprar um jato que não consiga abastecer, mas ninguém vai investir em infraestrutura de reabastecimento se não houver demanda pelos jatos”.