Paragon testará táxi aéreo movido a hidrogênio já em 2022

Paragon testará táxi aéreo movido a hidrogênio já em 2022

Por Paulo Amaral | Editado por Jones Oliveira | 14 de Setembro de 2021 às 08h00
Divulgação/Paragon

A Paragon Aerospace retomou os trabalhos para o lançamento do Soar, VTOL (módulo de decolagem e aterrissagem na vertical, na sigla em inglês) movido a hidrogênio, que a empresa pretende lançar comercialmente como táxi aéreo em 2024. Os primeiros testes começariam já em 2022, segundo Dwight Smith, fundador da empresa.

A ideia, além de carregar até 9 passageiros, é dar ao táxi aéreo uma autonomia entre 480 e 1.450 quilômetros, dependendo do número de pessoas a bordo. Para transformar em realidade a ideia de Dwight Smith, o Soar será produzido com oito motores, em um projeto avançado quando comparado ao do T21 Raptor, revelado em 2018. A ideia, segundo o executivo, é “buscar a perfeição”.

“Aprendemos que a maioria das peças que usamos simplesmente não estava pronta. Teríamos que introduzir dezenas de hélices em formato aberto, o que aumentaria o fator de ruído, e não estávamos dispostos a isso. Sou um grande defensor da perfeição, por assim dizer, então eu queria algo muito mais silencioso”, revelou.

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O novo projeto de táxi aéreo movido a hidrogênio pensado pela Paragon terá uma fuselagem “barata e sustentável”, mas também resistente até ao gelo. De acordo com o executivo da empresa, o barulho do motor, que será de 500 hp por duto, não ultrapassará 70 decibéis. O Soar contará também com microhélices para ajudar na redução do ruído durante decolagens e pousos do VTOL.

Investimento pesado

Para o projeto do VTOL Soar, literalmente, decolar, será preciso muito investimento. Smith não estaria pensando em utilizar as células de hidrogênio tradicionais, que convertem hidrogênio em eletricidade. A ideia é utilizar um motor de combustão interna para queimar o hidrogênio. Por conta disso, o investimento precisará ser alto.

Segundo o presidente da Paragon, o montante necessário está na casa de US$ 1 bilhão (R$ 5,21 bilhões). Arrecadar um valor tão alto requer estratégia. Por isso, nos planos futuros da Paragon estão a ajuda do setor privado, uma possível fusão e até mesmo a abertura de capital, com a entrada da companhia no mercado de ações.

Além de Dwight Smith, o time da Paragon Aerospace por trás do futuro lançamento do táxi aéreo Soar conta com o CEO Ken Peterman, ex-presidente da empresa de satélite aeroespacial ViaSat; e o diretor de tecnologia Robert Frederick, primeiro gerente do programa ASW da Amazon. A empresa tem planos de levantar uma fábrica e um hub VTOL em Brownville, Texas, perto da instalação de lançamento da SpaceX, de Elon Musk. Os primeiros testes, no entanto, seriam realizados em Kingston, na Jamaica, sua terra natal.

Fonte: New Atlas, Future Flight

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