Uber vai parar de registrar a localização exata de seu embarque e desembarque

Por Ramon de Souza | 24 de Abril de 2018 às 15h46
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O aplicativo da Uber vai parar de manter um registro permanente contendo a geolocalização exata na qual os passageiros embarcaram e desembarcaram em cada uma das viagens. Tal informação foi revelada pelo próprio serviço ao Gizmodo; de acordo com porta-vozes da companhia, o principal objetivo dessa mudança é tornar a plataforma mais segura tanto para os parceiros quanto para os usuários. A mudança ainda está sendo testada com um número limitado de convidados.

Até então, qualquer motorista podia rever, através do software dedicado para dispositivos móveis, os locais específicos nos quais seus clientes subiram e desceram do carro. Na teoria, essa informação era armazenada para quando, por exemplo, um passageiro esquecia um item pessoal no veículo, facilitando o reencontro para a devolução do objeto. Na prática, porém, já foram registrados casos de motoristas “perseguindo” consumidores em suas residências ou locais de trabalho.

A partir de agora, em vez de indicar a geolocalização exata com um alfinete no mapa, o aplicativo Uber Driver vai exibir uma área mais ampla demarcada com um círculo translúcido na cor vermelha. A novidade está sendo testada justamente para confirmar que ela não será incômodas aos motoristas em determinadas situações rotineiras. Uma vez aprovada, a funcionalidade deve estrear globalmente, sendo parte de uma grande reestilização que o app sofreu recentemente.

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Antigo (esq.) e novo app (dir.) (Reprodução: Gizmodo)

Por mais que a Uber afirme que tal mudança veio apenas para proteger os passageiros, é bem provável que ela também tenha sido criada por conta das novas regras europeias de proteção de dados (GDPR). Visto que a legislação permite que os internautas solicitem a exclusão de dados pessoais da internet (e geolocalização é considerado um dado pessoal), o serviço teria dores de cabeça caso milhares de clientes resolvessem usufruir desse novo benefício simultaneamente.

Fonte: TechCrunch, Gizmodo

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