"Novamente estão pedindo informações que não temos", afirma CEO do WhatsApp

Por Redação | 19 de Julho de 2016 às 15h08
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O CEO do WhatsApp, Jan Koum, emitiu um comunicado em sua página pessoal no Facebook comentando sobre a decisão que bloqueou novamente o serviço no Brasil. Esta é a terceira vez que a ferramenta é suspensa em todo o território nacional - agora por tempo indeterminado.

"Estamos trabalhando para que o WhatsApp volte a funcionar no Brasil. É chocante que, em menos de dois meses, a história se repita, mesmo após a população brasileira e os legisladores terem rejeitado o bloqueio de serviços como o WhatsApp. Como aconteceu anteriormente, milhões de pessoas estão hoje impedidas de falar com seus amigos, entes queridos, clientes e colegas, simplesmente porque estão nos solicitando informações que não temos", escreveu o executivo.

O WhatsApp possui um sistema de criptografia end-to-end (de ponta a ponta), em que apenas o emissário e o destinatário da mensagem podem visualizar o conteúdo trocado entre si. De acordo com a empresa, não há como liberar informações de seus usuários, pois todas estas são 100% criptografadas e não ficam armazenadas nos servidores da corporação.

A assessoria do WhatsApp também se pronunciou sobre o caso. "Nos últimos meses, pessoas de todo o Brasil rejeitaram bloqueios judiciais de serviços como o WhatsApp. Passos indiscriminados como estes ameaçam a capacidade das pessoas para se comunicar, para administrar seus negócios e viver suas vidas. Como já dissemos no passado, não podemos compartilhar informações às quais não temos acesso. Esperamos ver este bloqueio suspenso assim que possível", disse.

O bloqueio da ferramenta no país é de uma decisão da decisão da juíza de fiscalização Daniela Barbosa, da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, que afirma que o Facebook, que é dono do aplicativo, se recusa a cumprir uma decisão judicial para fornecer informações para uma investigação policial. A juíza ainda determinou uma multa de R$ 50 mil por dia até o cumprimento da ordem. Neste link você encontra todas as informações.

Fonte: Jan Koum (Facebook)