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Grok alega restringir geração de imagens e deepfakes, mas ainda há brecha

Por  • Editado por Bruno De Blasi |  • 

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André Magalhães/Canaltech
André Magalhães/Canaltech

A inteligência artificial Grok começou a restringir alguns pedidos de geração de imagens a partir de posts no X e limitá-los a assinantes pagos da plataforma. No entanto, ainda existem caminhos para acessar o editor e gerar novos deepfakes.

O movimento acontece após a IA ser usada em massa para criar fotos sensuais sem consentimento na rede. Com simples comandos, era possível gerar deepfakes de pessoas de biquíni ou em posições sensuais sem a aprovação dos respectivos perfis. 

Canaltech explica a situação:

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  • Restrição do gerador de imagens do Grok
  • Ainda existe uma brecha
  • Entenda o caso

Restrição do gerador de imagens do Grok

O serviço de IA começou a barrar pedidos de geração de imagens desde a noite de ontem (8). 

Quando uma conta gratuita do X menciona o perfil “@grok” e pede uma edição, automaticamente recebe uma resposta com o aviso (em inglês) “a geração e aedição de imagens atualmente estão limitadas a assinantes pagos. Você pode assinar para desbloquear esses recursos”.

Ainda existe uma brecha

No entanto, o bloqueio aparentemente afeta apenas os pedidos feitos em posts do X. A própria rede social conta com um botão para editar imagens e permite ajustá-las com qualquer prompt, conforme observado em testes do Canaltech.

O gerador tem um limite diário e para de funcionar gratuitamente após montar algumas imagens. Novamente, aparece o pedido para assinar um dos planos pagos do X.

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É provável que o X tenha limitado a criação de imagens a partir dos próprios posts na plataforma. Nesses casos, a IA trazia a resposta editada num post público e qualquer pessoa podia vê-lo. 

Ao usar a janela do Grok, o risco de exposição é menor, mas a ferramenta ainda permite os deepfakes.

Entenda o caso

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O Grok foi usado dentro do X para criar uma enxurrada de imagens falsas com fotos de pessoas de biquíni e sem autorização. Pessoas que postavam fotos da própria aparência tiveram a imagem editada por IA sem consentimento e disponibilizadas publicamente. 

A medida gerou uma série de denúncias na própria rede social e reclamações no mundo todo. Autoridades de diferentes países exigiram explicações da empresa — no Brasil, a deputada federal Erika Hilton afirmou protocolar um pedido com a Agência Nacional de Proteção de Dados para suspender o Grok no país.

O X afirmou que todas as pessoas que gerarem conteúdo ilegal na plataforma serão punidas da mesma forma que aquelas que publicam materiais impróprios, o que pode levar à exclusão da conta.

Em resposta ao portal G1, a empresa disse verificar as respostas da IA para trazer atualizações futuras.

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