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Deepfakes sexuais: adolescentes processam xAI por conteúdos gerados pelo Grok

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Unsplash/Salvador Rios
Unsplash/Salvador Rios

Um processo judicial coletivo aberto na última segunda-feira (16), no Distrito Norte da Califórnia (EUA), acusa a xAI de ter gerado, comercializado e lucrado com a criação de conteúdos sexuais produzidos a partir do Grok. A ação foi movida após uma onda de deepfakes sexuais inundar o X (antigo Twitter) no início deste ano.

De acordo com informações divulgadas pelo Washington Post, o processo tem três autores, incluindo dois menores de idade. Eles alegam também à Justiça que a empresa liderada por Elon Musk não implementou medidas para impedir a produção de conteúdos sexualizados envolvendo menores de idade.

Mas, apesar de diversos exemplos de mídias sensíveis terem vindo à tona em 2026, o caso que deu início à ação tem origem em 2025. Em dezembro do ano passado, um homem foi preso após utilizar fotos e vídeos das redes sociais de adolescentes para, com o auxílio do Grok, gerar imagens de nudez explícita.

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Esses conteúdos foram posteriormente compartilhados e vendidos em plataformas como Discord e Telegram. Mais de 18 jovens tiveram suas fotos editadas e compartilhadas pelo autor do crime.

Onda de conteúdos explícitos no X

Desde janeiro de 2026, foi possível ver um grande número de postagens de deepfakes sensuais sem consentimento. As imagens eram geradas e editadas pela IA do Grok diretamente na publicação original feita pelos usuários.

Elon Musk, CEO do X e também da xAI, atribuiu a responsabilidade pelos conteúdos de nudez às solicitações feitas pelos usuários e a “ataques maliciosos” direcionados ao Grok.

Pouco tempo depois, no entanto, a xAI afirmou que teria bloqueado a geração de deepfakes sexuais a partir de sua ferramenta de IA. A empresa ressaltou que teriam sido implementadas “medidas tecnológicas” para impedir o uso do Grok para esse tipo de prática.

O X também adicionou uma novo recurso para evitar que o Grok edite ou crie variações de imagens originais publicadas na plataforma. Contudo, a funcionalidade apresenta brechas técnicas que ainda possibilitam gerar esses conteúdos sem consentimento com uma certa facilidade.