Criminosa usava Discord para vender vídeos de agressões e tortura a animais
Por André Lourenti Magalhães |

A empresária Daiana Schuinsekel de Almeida foi presa na última semana em São Paulo (SP) sob suspeita de torturar e matar animais e comercializar o conteúdo. De acordo com as investigações, os vídeos eram divulgados para a venda na plataforma de comunicação Discord.
O material era vendido via Discord para usuários em diversos países da Europa. A denúncia foi feita por uma ONG da Bulgária que teve acesso ao conteúdo e entrou em contato com a Polícia Federal.
Nos vídeos, vendidos de 20 a 50 euros (de R$ 118 a R$ 295, em conversão direta), a empresária aparecia pisoteando e matando pequenos animais de estimação. Daiane Almeida vai responder por crimes de maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência, enquanto a investigação segue em andamento.
Por que o Discord foi usado?
O Discord é uma plataforma de comunicação por áudio, vídeo e texto segmentada por canais (também conhecidos como servidores). O app foi inicialmente lançado com foco no público gamer, mas se expandiu para outras funções entre jovens.
Por outro lado, a ferramenta é usada por redes criminosas: a moderação descentralizada (ou seja, aos cuidados da própria comunidade) e a opção para criar muitos servidores privados facilitam a divulgação dos conteúdos e dificultam o rastreamento.
A empresa ampliou os esforços para proteger menores de idade por lá, mas vínculos criminosos ainda são um problema. A plataforma já abrigou servidores que promoviam vídeos de automutilação e divulgação de malwares para golpes digitais.
Em nota enviada à CNN Brasil, o Discord afirmou que “segurança é uma prioridade” e tem políticas rigorosas para proibir abuso de animais e outros conteúdos prejudiciais.