Publicidade

Fechamento do Sora: futuro do vídeo com IA gerava despesa assombrosa

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

Compartilhe:
Marcelo Fischer/Canaltech
Marcelo Fischer/Canaltech

A OpenAI anunciou o fim do aplicativo Sora, usado para gerar vídeos com inteligência artificial, na última semana. A justificativa foi focar em outros projetos no momento, mas uma reportagem do Wall Street Journal revela que a ferramenta custava cerca de US$ 1 milhão por dia (R$ 5,2 milhões em conversão direta) à empresa e trazia pouco retorno financeiro em troca. 

O encerramento do app pegou muita gente de surpresa: o Sora viralizou após o lançamento, em setembro do ano passado, quando ainda permitia novos cadastros apenas com convite, e até rendeu um acordo bilionário com a Disney para incluir personagens do estúdio nos vídeos curtos.

Porém, a plataforma perdeu popularidade e não conseguiu justificar o investimento.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Por que o Sora era tão caro?

Por padrão, uma IA geradora de vídeos exige muito mais poder computacional para funcionar. Enquanto um modelo de linguagem é treinado majoritariamente com textos, uma plataforma como o Sora precisa de consistência para criar sequências em movimento, o que torna a experiência muito mais cara.

No contexto em que a corrida das IAs pode ser vencida por quem tem mais acesso a chips e outros itens de hardware, o Sora chamava a atenção internamente por consumir muitos recursos. Isso acendeu um sinal de alerta quando a popularidade começou a cair, aponta a reportagem original. 

As NPUs e memórias RAM que poderiam ser usadas em outros projetos eram destinadas a vídeos curtos de “AI Slop” (materiais sem sentido e de baixa qualidade feitos com IA). A estimativa, segundo a matéria original, era de que a OpenAI gastava quase US$ 1 milhão por dia para manter a operação do app ativa, mesmo com poucos acessos. 

O CEO da empresa, Sam Altman, queria colocar a tecnologia no centro do entretenimento e da cultura pop, mas o retorno financeiro pesou contra, especialmente diante de um cenário em que a empresa considera um lançamento público na bolsa de valores. 

Fonte: Wall Street Journal