28% dos usuários não têm conhecimento sobre ameaças móveis

Por Redação | 12 de Maio de 2015 às 17h58

A popularização de smartphones e tablets, que cada vez mais substituem os computadores como objetos de desejo dos usuários, infelizmente, não está acompanhando uma conscientização maior quanto à segurança mobile. É essa a constatação de uma nova pesquisa da Kaspersky Labs, que revelou que 28% dos usuários de smartphones e tablets conhecem pouco ou simplesmente não sabem da existência de malwares e outras pragas que podem colocar seus aparelhos em risco.

O problema acaba sendo maior entre os usuários de sistema operacional Android, um alvo maior nas mãos de criminosos digitais. O estudo descobriu que cerca de 30% dos celulares com o sistema operacional não estão protegidos nem mesmo por um antivírus. Nos tablets, esse número é ainda maior e chega a 41%. O número alto mostra que, além daqueles que simplesmente não sabem da existência de ameaças, existem também os que não dão a mínima para elas, um total que chega a 26% dos usuários.

Por outro lado, esses mesmos utilizadores não hesitam em ter informações pessoais cadastradas nos aparelhos. Em 18% dos dispositivos analisados, por exemplo, foram encontrados dados como senhas de cartões de crédito ou internet banking, além de outros dados financeiros. Em outros 24% estão emails particulares ou de trabalho, com informações confidenciais, senhas de redes sociais ou de acesso a serviços online que também podem resultar em brechas na segurança.

Essa conjuntura toda está fazendo com que os hackers passem a focar cada vez mais os equipamentos com Android em vez dos computadores com Windows, que normalmente são os campeões no número de ameaças. No PC, entretanto, existe uma cultura de informação cada vez maior quanto à segurança e muitos notebooks já vêm, de fábrica, com softwares de segurança pré-instalados, o que acaba dificultando a vida dos meliantes. O mesmo, porém, não pode ser dito quando a celulares e tablets.

Tudo isso levou a um crescimento bastante significativo no número de casos de invasão e roubo de dados. Entre os entrevistados pela Kaspersky, 41% dos usuários de smartphones e 36% dos donos de tablets possuíam algum tipo de software malicioso instalado sem seu conhecimento, enquanto, respectivamente, 43% e 50% deles foram alvo de algum tipo de fraude financeira.

As infecções também encontram, aqui, novas formas de se instalar. No Android, nada de emails que fingem ser de bancos ou links de download falsos; o grande vetor de infecções costuma ser os aplicativos, muitas vezes baixados de fontes não-oficiais, que não cumprem o que prometem ou, mesmo que o façam, acabam trazendo consigo malwares e outros softwares voltados contra os usuários.

Por isso mesmo, a recomendação de segurança é simples: evite baixar apps fora da Google Play ou de lojas oficiais. Além disso, claro, sempre tenha uma solução de proteção instalada em seu dispositivo, já que elas costumam ser a primeira barreira de proteção contra ameaças digitais.

Fonte: Kaspersky

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