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Carregadores da Apple, as novas vítimas da "guerra fiscal" de Trump

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Carregadores da Apple, as novas vítimas da "guerra fiscal" de Trump
Carregadores da Apple, as novas vítimas da "guerra fiscal" de Trump
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Na última sexta-feira (10) os Estados Unidos em 25% os impostos para diversos produtos vindos da China em mais um capítulo da Guerra Fiscal entre ambos os países que até o começo de maio tudo indicava que estava chegando ao fim, mas um tweet do presidente Donald Trump fez com que os chineses abandonassem as negociações.

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E, apesar dessas tarifas normalmente não afetarem equipamentos eletrônicos ou de informática, a Apple é uma das companhias que fazem parte da exceção à regra. Desde setembro do ano passado, carregadores, adaptadores e cabos para carregar bateria dos equipamentos da Apple, além de capinhas para iPhones e iPads, eram taxados em 10% de seus valores ao entrar nos Estados Unidos e, a partir da última sexta (10), essa tarifa subiu para 25%.

Por enquanto, esse aumento do imposto ainda não está sendo repassado ao consumidor, e mesmo com o aumento das tarifas os carregadores da marca continuam a ser vendidos no site da fabricante pelos mesmos US$ 70 de sempre.

Até o momento, a empresa ainda não se pronunciou sobre o aumento e nem confirmou se continuará a não repassar o aumento das tarifas de importação de seus produtos para seus funcionários. Um dos possíveis motivos para que a empresa continue mantendo os mesmos preços de sempre é que a empresa tenha conseguido um desconto de seus fornecedores para compensar o aumento nas tarifas de importação, ou então já tenha conseguido espalhar suas operações para outros países além da China, de modo que esse aumento nas taxas não a atrapalhe. Mas há também a probabilidade mais provável de que as margens de lucro da Apple na venda desses aparelhos sejam grandes o suficiente para não precisar repassar o aumento a seus consumidores.

Por enquanto, o aumento das tarifas ainda não está afetando tanto a empresa — afinal, a venda de cabos e carregadores corresponde a uma parcela minúscula de toda a receita da Apple. Mas a maior preocupação é com a contínua escalação da guerra fiscal entre os dois países, o que poderia começar a sobretaxar também equipamentos realmente importantes para as vendas da companhia, como os AirPods, Apple Watches e iPhones. Caso isso venha acontecer, a companhia pode perder uma boa fatia do único mercado mundial que ela ainda domina, já que a reclamação pelos preços elevados já é comum dos consumidores — e se torna praticamente impossível não aumentar o preço de um iPhone caso ele seja taxado em 25%.

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Fonte: The Verge