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Carregadores da Apple, as novas vítimas da "guerra fiscal" de Trump

Por Rafael Rodrigues da Silva | 14 de Maio de 2019 às 19h42
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Na última sexta-feira (10) os Estados Unidos em 25% os impostos para diversos produtos vindos da China em mais um capítulo da Guerra Fiscal entre ambos os países que até o começo de maio tudo indicava que estava chegando ao fim, mas um tweet do presidente Donald Trump fez com que os chineses abandonassem as negociações.

E, apesar dessas tarifas normalmente não afetarem equipamentos eletrônicos ou de informática, a Apple é uma das companhias que fazem parte da exceção à regra. Desde setembro do ano passado, carregadores, adaptadores e cabos para carregar bateria dos equipamentos da Apple, além de capinhas para iPhones e iPads, eram taxados em 10% de seus valores ao entrar nos Estados Unidos e, a partir da última sexta (10), essa tarifa subiu para 25%.

Por enquanto, esse aumento do imposto ainda não está sendo repassado ao consumidor, e mesmo com o aumento das tarifas os carregadores da marca continuam a ser vendidos no site da fabricante pelos mesmos US$ 70 de sempre.

Até o momento, a empresa ainda não se pronunciou sobre o aumento e nem confirmou se continuará a não repassar o aumento das tarifas de importação de seus produtos para seus funcionários. Um dos possíveis motivos para que a empresa continue mantendo os mesmos preços de sempre é que a empresa tenha conseguido um desconto de seus fornecedores para compensar o aumento nas tarifas de importação, ou então já tenha conseguido espalhar suas operações para outros países além da China, de modo que esse aumento nas taxas não a atrapalhe. Mas há também a probabilidade mais provável de que as margens de lucro da Apple na venda desses aparelhos sejam grandes o suficiente para não precisar repassar o aumento a seus consumidores.

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Por enquanto, o aumento das tarifas ainda não está afetando tanto a empresa — afinal, a venda de cabos e carregadores corresponde a uma parcela minúscula de toda a receita da Apple. Mas a maior preocupação é com a contínua escalação da guerra fiscal entre os dois países, o que poderia começar a sobretaxar também equipamentos realmente importantes para as vendas da companhia, como os AirPods, Apple Watches e iPhones. Caso isso venha acontecer, a companhia pode perder uma boa fatia do único mercado mundial que ela ainda domina, já que a reclamação pelos preços elevados já é comum dos consumidores — e se torna praticamente impossível não aumentar o preço de um iPhone caso ele seja taxado em 25%.

Fonte: The Verge

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