Como os dispositivos móveis podem auxiliar na manutenção da saúde

Por Colaborador externo | Editado por Rui Maciel | 26 de Maio de 2021 às 10h15

Por Bruno Freitas*

A tecnologia tem revolucionado, de forma cada vez mais diversificada, a área da saúde. Na esteira dessa revolução, a categoria de wearables, que reúne dispositivos como smartwatches, fones de ouvido e pulseiras inteligentes, por exemplo, aparece como importante aliada do acompanhamento de bons hábitos de saúde, proporcionando uma rotina cada vez mais saudável e conectada.

Os dispositivos possuem recursos capazes de contabilizar, por exemplo, quantos passos foram dados no dia, a quantidade de água ou de calorias ingeridas, distâncias percorridas em uma caminhada, monitoramento de eletrocardiograma (ECG) e batimentos cardíacos. Tudo através de aplicativos especializados². Além do monitoramento de funções corporais, eles são até capazes de ajudar o usuário a lembrar de realizar atividades corriqueiras, como a hora certa para dormir, levantar da cadeira para não ficar muito tempo em frente ao computador durante o trabalho, ou simplesmente beber mais água.

Nesse sentido, a oportunidade de gerar armazenamento de dados é um dos pontos-chave em relação à funcionalidade dos wearables, principalmente quando consideramos a possibilidade de integração entre os dispositivos em um único ecossistema como uma maneira de potencializar o acompanhamento dos bons hábitos e da saúde. Ao permitir essa conectividade, o usuário consegue checar se o seu desempenho foi ou não saudável naquele dia, seja pela quantidade de horas de sono ou na quantidade de calorias ingeridas.

Para além do acompanhamento da rotina de bons hábitos e da atividade física, os wearables também podem se tornar um forte ponto de apoio para monitoramento da saúde. Um estudo realizado em parceria com o Centro Médico da Samsung e publicado pela renomada revista científica Clinical and Experimental Otorhinolaryngology indicou que o recurso Som Ambiente (Ambient Sound) do Galaxy Buds Pro é eficaz para auxiliar pessoas com perda auditiva leve a ouvir melhor o som ao redor.

O documento, o primeiro a demonstrar o potencial dos fones de ouvido como aliado aos cuidados com a saúde, pode melhorar a vida de 1,5 bilhão de pessoas que vivem com algum grau de perda auditiva¹. Ou seja, é de extrema importância que a indústria da tecnologia esteja atenta ao desenvolvimento de recursos que apresentem, não apenas conectividade ou modernidade, mas também funções essenciais para as necessidades de saúde de cada um. A tecnologia tende a se inserir cada vez mais no dia a dia das pessoas e, quando trata-se de saúde, destaca-se como valioso recurso capaz de ajudar na prevenção, no acompanhamento e no tratamento de doenças.

Há algum tempo, os wearables já estão inseridos na rotina das pessoas diante da ampliação da tecnologia, mas não se pode deixar de destacar o importante boom no último ano devido ao atual cenário em que nos encontramos. Eles se tornaram importante recurso para aumentar o alcance da telemedicina, já que o mundo inteiro precisou se isolar em determinado momento para ajudar no recrudescimento do contágio da doença.

Importante fonte de armazenamento de dados e hábitos, os wearables se tornaram verdadeiros diários para que médicos pudessem acompanhar, por exemplo, a frequência cardíaca dos pacientes, sem a necessidade de ir ao consultório diariamente. Apesar de importantes facilitadores do monitoramento da nossa saúde, é importante ressaltar que nenhuma das medições trazidas nos wearables serve como diagnóstico médico. Elas possuem funções de informar e prevenir, sendo imprescindível a avaliação médica para qualquer diagnóstico mais definitivo.

Fato é que o avanço da tecnologia proporciona uma janela de oportunidades para que os wearables se tornem, cada vez mais, interligados ao ecossistema digital da saúde de cada um. Se antes o desempenho de uma atividade física podia ser medido, por exemplo, ao contabilizar quantos batimentos cardíacos eram registrados por minuto após uma corrida de cinco quilômetros, hoje os dispositivos digitais ligados a sensores super sensíveis e a redes amplas de conectividade permitem o agrupamento de armazenamento de dados num piscar de olhos.

*Bruno Freitas, gerente sênior da unidade de negócios de Wearables da Samsung Brasil

¹ Março de 2021. OMS, Surdez e perda auditiva. https://www.who.int/news-room/ fact-sheets/detail/deafness- and-hearing-loss

² Os aplicativos nunca procuram sinais de um ataque cardíaco e não se destinam a substituir os métodos tradicionais de diagnóstico ou tratamento. Os dados de ECG exibidos pelos aplicativos ECG destinam-se apenas a uso informativo. O usuário não deve usá-lo para interpretar ou executar ações clínicas com base nos resultados do aplicativo sem consultar um profissional de saúde qualificado. Havendo qualquer alteração ou dúvida sempre procure um médico de sua confiança.
Ritmo Sinusal — Esse resultado significa que durante a medição o coração estava batendo em um ritmo regular, com uma frequência cardíaca de 50 a 100 batimentos por minuto (BPM).

Atenção: Um resultado Ritmo Sinusal não garante que você não esteja tendo uma arritmia ou outra condição de saúde. Se você não estiver se sentindo bem, fale com seu médico. Realizar a medição do ECG quando estiver em repouso, da mesma forma como os eletrocardiogramas tradicionais.

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