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Top Tech | Tecnologia dos Vingadores na vida real

06:51 | Por Derek Keller | 25 de Abril de 2018

Foram precisos dez anos e dezoito filmes para finalmente chegarmos em Vingadores: Guerra Infinita, que estreia essa semana no mundo todo. Mas não são só de boas histórias que o Universo Marvel sobrevive: a ciência e tecnologia também ajudaram e muito nos roteiros e verossimilhança dos filmes. E é claro que o Canaltech fez uma lista das tecnologias e usos científicos da vida real que são possíveis dentro e fora dos filmes da Marvel.

Tecnologia de Wakanda (Nvidia)

Imagina só você poder controlar um carro na Espanha enquanto está no Brasil? Esta tecnologia que parecia ser exclusiva de Wakanda está sendo realizada na vida real pela NVIDIA! Utilizando a realidade virtual para que uma pessoa controle, de forma remota, o comportamento de um carro autônomo, o projeto, intitulado “Project Wakanda” apareceu este ano na GTC 2018, do qual o Canaltech também participou.

A NVIDIA não forneceu qualquer informação sobre o lançamento do Wakanda ou se ele realmente será comercializado, mas deixou claro que a ideia do filme é plausível e pode ser interessante para momentos em que um motorista precisa dirigir um carro sem estar nele. Shuri que se cuide, Wakanda Forever!

O “Homem de Ferro” voador

A não ser que Elon Musk resolva deixar o bigode crescer e crie uma armadura de bilhões de dólares para voar por aí, Yves Rossy, ou “O Homem-Jato”, está no páreo. Este piloto/engenheiro foi a primeira pessoa a sustentar voo humano usando uma asa com um jato fixo acoplado nas suas costas, um pouco parecido com o que o Homem de Ferro faz nos filmes só que sem asas. Ele já sobrevoou Dubai, o Grand Canyon, Rio de Janeiro e até voou ao lado de um avião! O suíço consegue chegar a uma velocidade de mais de 300 quilômetros por hora e mais de 3,5 mil metros de altura, com o traje controlado por meio de um acelerador que fica na mão e os movimentos. O aventureiro conta que consegue dirigir o percurso quando move o corpo, pois as asas do traje seguem os movimentos do suíço.

O escudo magnético do Capitão América

Ok, sabemos que não existe Vibranium e muito menos Adamantium na vida real para construir um escudo indestrutível como o do Capitão América, mas isso não quer dizer que não possa existir um escudo magnético capaz de destruir “quase tudo” pela frente. E foi isso mesmo que James Hobson, ou The Hacksmith, fez em seu canal do Youtube.

Ele construiu uma braçadeira com dois imãs de 12 volts cada, capazes de levantar até 120 kilos! No seu canal, o Hacksmith mostra que consegue levantar coisas bem mais pesadas que um simples escudo, e que também já tentou diversas outras façanhas, como tentar voar como o Homem de Ferro e até construir um exoesqueleto baseado no filme Elysium. O escudo pode até não sair quicando por aí, mas vai dizer que não seria legal ter um desse?

Rewalk (Máquina de Guerra)

Exoesqueletos não são uma novidade para quem acompanha o assunto a algum tempo, mas você já viu um exoesqueleto que ajuda uma pessoa paralítica a andar novamente? Essa é a proposta do Rewalk, exoesqueleto criado pela Rewalk Robotics que fornece movimento de quadril e joelho para permitir que indivíduos com lesão medular (LM) fiquem de pé, andem, girem, subam e desçam escadas. Eles também têm o ReWalk Rehabilitation, projetado para uso em clínicas onde pode fornecer um exercício valioso para o paciente e até fisioterapia. Em Capitão América: Guerra Civil, vemos o Coronel James Rhodes usando um protótipo das Indústrias Stark ao final do filme, após cair enquanto voava e perdendo parcialmente o movimento das pernas.

Ponte de Einstein-Rosen

A ponte de Einstein-Rosen, ou mais conhecida como buraco de minhoca, fez sua aparição no primeiro filme do Thor, com o nome de Ponte Bifrost, sendo o portal que liga os Nove Reinos para os Asgardianos. Mais tarde foi a vez do Tesseract abrir um portal para outra galáxia, direto para o planeta terra e trazer os Chitauri para assolar nossa casa. Mas afinal, isso é possível? Segundo a ciência, sim.

Os buracos de minhoca são um tipo de atalho no tecido do espaço-tempo, com duas "bocas" conectadas a uma espécie de tubo espacial, capaz de interligar dois pontos do espaço. Proposta por Albert Einstein e Nathan Rosen em 1935 e reforçada por Stephen Hawking anos depois, a teoria do buraco de minhoca ainda é apoiada por grande parte da comunidade científica. E agora, por Thanos, para poder acabar de uma vez por todas com os Vingadores.

Os Multiversos do Doutor Estranho

“E se eu dissesse, que essa realidade é uma de muitas?”. Essa frase resume bem o clima de Doutor Estranho, filme que introduziu a magia no Universo Marvel. Mas e se eu também te dissesse que universos paralelos também são teoricamente possíveis? Essa dúvida foi um dos últimos trabalhos de Stephen Hawking em parceria com o teórico Thomas Hertog, e por anos um tabu na comunidade científica.

O assunto é extenso, e existem diversas teorias sobre universos paralelos, mas imagina só: uma delas é de que existem milhões de versões de você mesmo, cada uma delas vive em um universo parecido ou completamente diferente, e a cada vez que você toma uma decisão, existe outra versão de “você” que tomou outra decisão, e que está por aí, em algum universo paralelo. Confuso? Essa é a teoria mais simples, mas não temos tempo para mais complicações aqui. Aproveitando a deixa, vai aqui uma dica de filme ótimo pra te ajudar a entender melhor: Coherence.

Jarvis de Mark Zuckerberg

Assistentes virtuais não são mais novidades para nós, meros humanos, mas alguém lembra de quando Mark Zuckerberg, o reptiliano mais amado do planeta Terra, resolveu criar o próprio assistente pessoal para sua casa? Apelidado de Jarvis (Tony Stark, oi?), a inteligência artificial cuidava dos afazeres domésticos, além de controlar a iluminação, a temperatura, as portas e até um sistema de som integrado ao Spotify, sem contar smart TVs, computadores e webcams. Ele também utilizou o Messenger, do próprio Facebook, para dar ordem ao Jarvis via mensagens de texto.

A ideia de Zuckerberg é de deixar o sistema o mais natural e realista possível, como se duas pessoas realmente estivessem conversando, e fazer com que ela aprenda sozinha conforme os pedidos e conversa do seu dono vão se tornando mais comuns. O sistema também reconheceria visitas através de câmeras na porta de entrada da casa por reconhecimento facial.

Ah, e um detalhe: para o vídeo de apresentação, ninguém mais ninguém menos que o próprio Deus dublou a inteligência artificial! Na verdade, era o Morgan Freeman, mas vocês entenderam. Não temos novidades desde 2016 sobre o assunto, mas a ideia de uma inteligência parecida com as dos filmes do Homem de Ferro por si só já é bem bacana.

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