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Réplicas JBL: CAÍMOS NO GOLPE (para você não cair)

34:47 | Por Adriano Ponte | 08 de Abril de 2019
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Não existe “réplica” de caixas de som Bluetooth: existe pirataria. Numa rápida pesquisa em nossa aba “comunidade” presente no canal do YouTube do Canaltech recebemos massivamente a mesma resposta sobre o quanto é comum encontrar esse tipo de “produto”, majoritariamente clamando fazer parte da linha “JBL” de alto-falantes sem fio.

O assunto não é uma constatação nova: Joyce Macedo (editora-chefe do Canaltech) dedicou-se a uma matéria exclusiva para nosso site publicada no início de 2019 sobre o assunto, onde obteve uma extensa lista de dados de apreensões e dicas sobre como não comprar um produto pirata por engano e perder dinheiro com falsificações.


O QUE ORIENTA A JBL

A Harman (JBL/AKG) tem orientado o consumidor nos seguintes pontos:

  • Não existe réplica dos produtos da marca JBL, ou seja, ninguém está autorizado a reproduzir seus produtos patenteados.
  • O consumidor deve desconfiar de preços absurdamente baratos.
  • Os produtos falsificados não são autênticos e, portanto, não atendem aos altos padrões de qualidade e segurança estabelecidos pela JBL.
  • Os produtos inferiores geralmente falham pouco tempo após o primeiro uso devido a componentes ruins e expõem os consumidores a potenciais riscos de segurança, mesmo quando não estão em uso.
  • Para garantir que está comprando um produto genuíno da JBL, e não uma falsificação, é importante conferir se a loja é uma representante da JBL. Outra opção é adquirir diretamente no site www.jbl.com.br, com entrega em todo o Brasil.
  • Muitos revendedores de mercado não são revendedores autorizados de produtos JBL. Ao comprar produtos JBL na Amazon.com/Mercadolivre.com.br ou em qualquer mercado, é importante observar onde o produto está sendo "enviado e vendido por", o que é claramente indicado no cabeçalho de cada produto.
  • Os itens da JBL comprados de revendedores não autorizados não se qualificam para garantia e atendimento ao cliente cumpridos pela JBL, pois é incerto se esses produtos são genuínos.


COMO NOTICIADO EM JANEIRO

JBL apreendeu mais de 400 mil produtos falsificados no Brasil em 2018

(...) a Harman do Brasil (...) realizou 12 ações de busca e apreensão em centros comerciais de cidades como Rio de Janeiro, Fortaleza, São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre (...) foram contabilizados mais de 11 mil produtos apreendidos, mas a estimativa é que, após o término da contagem dos casos, serão registrados mais de 700 mil unidades de produtos falsificados com a marca JBL apreendidos no Brasil em 2018.

A Rua 25 de Março, em São Paulo, é um dos maiores centros comerciais do país e, consequentemente, reúne grandes quantidades de produtos com alta procura. Ainda em 2017, a Prefeitura de São Paulo em parceria com a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF) deflagrou a chamada “Operação Setembro”, que teve como alvo principal o Shopping 25 de Março. O resultado foi o fechamento de 857 lojas, das 869 em funcionamento, e permitiu a apreensão de 880 toneladas de produtos, incluindo 12 mil imitações de caixas de som e fones de ouvido da marca JBL. (...)

Rodrigo Kniest, presidente da Harman do Brasil e Harman América do Sul, dá algumas dicas para que os consumidores não caiam em golpes e comprem gato por lebre. “O consumidor deve desconfiar de preços absurdamente baratos. As marcas da Harman, incluindo a JBL, prezam pela qualidade do som e seus componentes, além de oferecer a tecnologia mais moderna disponível no mercado. Adquirir um produto falsificado significa abrir mão de tudo que a marca tem investido para garantir um produto melhor, mais seguro e com maior durabilidade” (...)


NÃO SE TRATA DE PAGAR MAIS CARO

Grande parte do argumento repetido pelos que preferem um produto “réplica” (ou seja, pirata) é a acessibilidade do preço destes itens em relação aos originais, sendo uma forma de democratizar a tecnologia e seus acessórios. Isso não é verdade.

Tratar “réplicas” como uma solução ao “único problema” de itens originais serem meramente “mais caros”, sem nenhuma outra diferença além do preço, é por si só uma das maiores mentiras que já existiram na internet.

Ao pagar “metade do preço” numa caixa de som pirata (disfarçada de réplica), necessariamente o usuário levará menos tempo de funcionamento das caixas, além do rápido decaimento da capacidade de manter energia em suas baterias. Essa é a crítica mais amplamente repetida pelos usuários de caixas “baratas” e nada originais.

Mais que isso: as resistências à água, poeira e queda deixam de existir nos modelos “mais baratos” e não oficiais, deixando o “dinheiro suado” do comprador muito mais exposto aos deslizes do dia-a-dia.

Por fim, caso defensores de produtos piratas acusem o tempo de duração das baterias e a resistência baixa dos produtos como itens “irrelevantes” e “aceitáveis” para o “desconto” obtido no preço das caixas de som bluetooth, resta a questão: também é aceitável ter uma qualidade de som ruim? (afinal, o ponto de comprar esse tipo de produto é ouvir música, logo se as “réplicas” não são boas nem mesmo nessa função elementar, passa a ser “jogar dinheiro fora” colocar qualquer recurso na compra de um item desses).

E vale lembrar uma coisa: a falta de garantia por conta das fabricantes não tem contorno ao comprar um item pirata, logo os naturais defeitos e baixa vida útil das réplicas costuma resultar numa re-compra do item para substituição, tornando nulo o benefício de “pagar menos” numa caixa de som ilegal.

Não se trata de “estimular a pagar mais caro”, e sim “valorizar seu dinheiro tão duramente ganho”, onde o valor pago trará qualidade sonora sempre superior (com todos os benefícios reais dos produtos, não só da JBL como de qualquer fabricante de caixas de som sem fio).

Aqui você encontra os produtos originais da JBL:

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