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TIM e COR-Rio usarão 5G para mapear fluxo do público no Rock in Rio

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TIM no Rock in Rio de 2024
Bruno De Blasi/Canaltech

A TIM e o Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro (COR-Rio) vão utilizar dados agregados e anonimizados de redes móveis, como 4G e 5G, para gerar mapas de calor para mapear o fluxo do público do Rock in Rio 2026. Os detalhes foram apresentados ao Canaltech nesta terça-feira (25), em uma coletiva de imprensa.

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O projeto é um desdobramento de um memorando de entendimento entre as organizações. Segundo o vice-presidente de Desenvolvimento Tecnológico da TIM, Marco Di Costanzo, a parceria prevê a integração de dados e ferramentas analíticas para acompanhar o fluxo de pessoas desde o deslocamento até a chegada à Cidade do Rock.

“No Rock in Rio, disponibilizamos mapas de calor para que o Centro de Operações Rio monitore a concentração e o deslocamento do público ao longo do trajeto”, afirmou. “As informações são atualizadas a cada 30 minutos. Os dados são anonimizados, agregados e não individualizados.”

Os mapas também devem apoiar estudos sobre a chegada e a saída do público.

Canaltech
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5G Advanced e mais de 120 antenas

A iniciativa faz parte da operação especial da operadora no Rock in Rio, que ocorrerá entre 4 e 13 de setembro. A empresa prevê mais de 130 mil visitantes por dia na Cidade do Rock e que cerca de 60% de seu tráfego móvel no festival deve passar pela rede 5G.

A infraestrutura terá mais de 120 antenas inteligentes de alta capacidade, distribuídas pelo espaço do evento. De acordo com a TIM, os equipamentos podem oferecer até 50% mais capacidade e ampliar em até 30% a cobertura em comparação a soluções móveis convencionais.

A operadora também levará recursos de 5G Advanced, evolução da quinta geração móvel, e usará sistemas de automação para ajustar a distribuição de capacidade conforme o comportamento da rede.

“Um dos inputs do planejamento de alocação das antenas é a distribuição dos locais dentro da Cidade do Rock. o Espaço Favela cresceu esse ano, Então a gente tem uma quantidade de antenas maior nessa região”, disse o diretor de engenharia da TIM, Homero Salum. “O Rock in Rio também criou duas comfort zones, locais aos quais demos atenção especial no projeto. Como essa distribuição é um input para o planejamento, readequamos as antenas em linha com a nova configuração da Cidade do Rock.”

Outro piloto prevê o uso de network slicing, ou fatiamento de rede, para as comunicações Push-to-Talk da operação. Nesse modelo, uma fatia da rede 5G é reservada para priorizar esse tráfego mesmo quando houver alta demanda de dados pelo público.

A aposta ocorre após uma sequência de participações da operadora no Rock in Rio. Em 2024, a TIM informou ao Canaltech que registrou, ao todo, 185 TB de tráfego de dados ao longo de todo o festival.