Reestruturação de dívida da Oi gera lucro de R$ 30 bilhões, mas receita cai

Por Natalie Rosa | 29 de Maio de 2018 às 13h30
Divulgação

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou no início desta terça-feira (29) que a Oi obteve lucro líquido de R$ 30,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período do ano passado, a empresa de telecomunicações apresentava prejuízo de R$ 69 milhões.

O balanço deveria ter sido divulgado no dia 15 de maio, mas acabou sendo adiado após uma deliberação entra a administração e os auditores independentes, que aguardavam o "momento adequado para o reconhecimento contábel da reestruturação da dívida".

Segundo os dados da Oi, este lucro é uma consequência positiva da reestruturação da sua dívida aprovada no Plano de Recuperação Juidicial e, com isso, seu patrimônio líquido volta a ficar no positivo, chegando a R$ 28,9 bilhões.

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Já a receita líquida total chega a R$ 5,6 bilhões nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano, sendo uma queda de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando chegou a R$ 6,16 bilhões.

O lucro EBITDA (antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fechou em R$ 1,57 bilhão no primeiro trimestre de 2018, sendo 8,8% a menos do que o mesmo período de 2017, quando atingiu R$ 1,7 bilhão.

Dados de receita

A receita líquida da operadora acabou apresentando queda em todos os segmentos no primeiro trimestre de 2018. Isso aconteceu devido a um corte de tarifas reguladas de interconexão e ligação de telefone fixo para móvel, além de queda no tráfego de voz e diminuição de recargas pré-pagas com o cenário macroeconômico em recuperação.

Em relação ao segmento residencial, a Oi apresentou receita líquida de R$ 2,2 bilhões nos primeiros três meses deste ano, sendo uma queda de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

A empresa de telecomunicações justifica o recuo afirmando que possui uma base menor de clientes, além de contar com redução do tráfego de voz fixo e ter feito um corte anual das tarifas de interconexão e de ligações de telefone fixo para móvel. No entanto, em relação à TV paga, a Oi apresentou um aumento de receita de 13,3%.

No segmento da mobilidade pessoal, a Oi apresentou queda de 6,7% em relação ao ano passado, chegando a R$ 1,81 bilhão. A empresa conta que o impacto se deve à redução de 6,5% no número de clientes desta área, além de uma menor receita de uso de rede, o que aconteceu por causa de cortes anuais de tarifas de interconexão, e redução da receita tanto nos planos pré-pago como pós-pago.

A receita B2B (Business to Business) também teve queda registrada de 9,1%, chegando a R$ 1,5 bilhão, além de recuo de 6,1% de outros serviços, chegando a R$ 58 milhões.

Cobertura e investimentos futuros

O primeiro trimestre de 2018 da Oi chegou ao fim com cobertura 2G em 3.407 municípios, sendo 93% da população urbana no Brasil. A cobertura 3G chegou a atingir 1.625 minicípios, 81,5% da população urbana, e a 4G atingiu 826 cidades, 73% dos habitantes de área urbana.

Para os próximos anos, a operadora pretende que seus investimentos anuais cheguem a R$ 7 bilhões. De acordo com a companhia, os próximos ciclos poderão ser retomados após a aprovação do plano de recuperação judicial, o que permitiu a redução de mais de R$ 36 bilhões da dívida, além do aumento de capital, que deve ficar entre R$ 7,28 bilhões e R$ 12,29 bilhões.

A Oi chegou a investir R$ 1,13 bilhão no primeiro trimestre deste ano, sendo uma queda de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, a redução aconteceu devido a uma antecipação de investimentos para os últimos meses de 2017 para aproveitar oportunidades de mercado em determinadas regiões, focando nas redes fixas e móveis.

Fonte: Valor

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