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Redes 5G podem reduzir exatidão da previsão do tempo em até 30%

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Redes 5G podem reduzir exatidão da previsão do tempo em até 30%
Redes 5G podem reduzir exatidão da previsão do tempo em até 30%

A construção de redes 5G pode reduzir a exatidão da previsão do tempo em até 30%. O alerta foi realizado nesta quinta-feira (23) pelo chefe da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), Neil Jacobs.

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Pode parecer pouca coisa, mas, de acordo com Jacobs, isso significa que moradores de áreas costeiras dos Estados Unidos receberiam avisos de furacão com pouca antecedência. Ele estipula que o tempo seria reduzido em até três dias.

Jacobs ainda ressalta que as previsões poderiam errar o local onde grandes tempestades e outros fenômenos aconteceriam, colocando em risco à vida de muitas pessoas. Não é a primeira vez que órgãos alertam sobre a interferência do 5G na previsão do tempo. Nos últimos meses, até a NASA reforçou o discurso.

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O alerta começou a ser disparado em março, quando a Comissão Federal de Comunicações (FCC) começou a leiloar o espectro de 24 GHz em março para operadoras de telefonia móvel que planejam usá-lo para as novas redes 5G. No início desta semana, os democratas Ron Wyden, do Oregon, e Maria Cantwell, de Washington, entraram na discussão e enviaram uma carta para a FCC pedindo que a agência se abstenha de emitir as licenças para leilão até que uma solução possa ser encontrada.

O problema vem do uso de espectro na banda de frequência de 24 gigahertz, que é muito próxima de uma banda de espectro que a NOAA usa para coletar dados para a previsão meteorológica. A NOAA usa o espectro de 23,8 GHz para conseguir informações sobre as condições atmosféricas que são então inseridas em seu modelo de dados. A preocupação é que os portadores de redes 5G ​​na banda de 24 GHz possam interferir em sensores sensíveis de satélites que monitoram as condições atmosféricas.

Jacobs aponta que a atual proposta da FCC resultaria em uma perda de 77% nos dados dos sensores de satélite da NOAA. Ele disse que especialistas da FCC e da NOAA estão colaborando para encontrar uma solução e acrescentou estar otimista de que uma resposta satisfatória seria encontrada.

Existem outras bandas de frequência que a FCC quer leiloar e que podem ser problemáticas para a previsão do tempo. Uma delas pode dificultar a detecção de condições climáticas, como neve e gelo, pela NOAA.

Em novembro do ano passado, cientistas demonstraram preocupação sobre o risco das ondas eletromagnéticos emitidas pelo 5G para a saúde humana. Em um documento assinado por 180 pesquisadores de 35 países, entre eles o Brasil, os cientistas apontavam que ainda não se sabe os efeitos da exposição ao longo prazo.

"Efeitos podem incluir o aumento do risco de câncer, estresse celular, aumento de radicais livres prejudiciais, danos genéticos, mudanças estruturais e funcionais do sistema reprodutor, déficit de aprendizado e memória, desordens neurológicas, e impactos negativos no bem-estar geral dos humanos", dizia o documento assinado pelo professor Lennart Hardell, do departamento de oncologia da Faculdade de Medicina e Saúde de Örebro na Suécia.

As preocupações não estão impedindo o 5G de avançar. Na semana passada, a Samsung lançou o primeiro smartphone com a tecnologia nos Estados Unidos. O Galaxy S10 5G está sendo vendido pela operadora Verizon.

Por enquanto, os consumidores dos Estados Unidos só poderão usar o 5G em algumas esquinas de Chicago e Mineápolis, mas a Verizon garantiu que em breve o 5G funcionará em outras 20 cidades e até o fim do ano — em um total de 30. Confira a performance do 5G neste teste de velocidade.

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Fonte: CNET