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Já existe TV 3.0 em outros países? Saiba o que mudou na vida do espectador

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Eric Mockaitis / Canaltech
Eric Mockaitis / Canaltech

A nova geração da televisão aberta, conhecida como TV 3.0, já estreou no Brasil. A tecnologia base para essa mudança, contudo, já funciona de maneira definitiva em outros países ao redor do mundo.

O exterior adota o padrão internacional ATSC 3.0 para essas transmissões. E o formato inova ao combinar o sinal captado pela antena com a internet de banda larga da residência.

Como a tecnologia funciona no exterior

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A Coreia do Sul lidera esse movimento desde 2016 e iniciou as transmissões com resolução 4K no ano seguinte. 

Nos Estados Unidos, o recurso recebeu o nome comercial de NextGen TV. A transição ocorre de maneira gradual pelas regiões do país e já alcança uma boa parcela das residências americanas.

Outros mercados também avançam com a novidade. A Jamaica tem o sinal ativo desde 2022, assim como Trinidad e Tobago, que começou em 2025. Já a Índia realiza testes para a adoção do serviço.

Televisão com formato de aplicativo

O conceito principal para entender a mudança é o fim do canal tradicional. A sintonia da televisão passa a funcionar de forma semelhante a um serviço de streaming ou ao próprio sistema de uma Smart TV.

O telespectador navega pelos canais abertos com a mesma fluidez de quem escolhe um filme em uma como a Netflix. A programação ganha um menu digital e interativo direto na tela.

Impactos reais no dia a dia

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Essa transformação traz vantagens diretas para quem assiste a esportes. Em jogos de beisebol ou futebol americano, por exemplo, o usuário nos EUA acompanha a partida pela antena e usa a internet para abrir janelas secundárias.

Esses menus extras exibem estatísticas em tempo real, novos ângulos de câmera ou replays sob demanda. Toda a interação acontece sem a necessidade de sair da transmissão ao vivo principal.

Outra facilidade prática é a função de assistir do início programas que já estõ na metade. Se o espectador ligar a TV no meio do telejornal, basta apertar um botão no controle remoto para assistir do começo.

O aparelho faz uma transição automática e imperceptível do sinal da antena para o feed de streaming da emissora. O áudio também recebe melhorias com sistemas de som inteligente, a exemplo do Dolby Atmos.

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O recurso permite isolar a voz dos atores e diminuir os efeitos sonoros ou trilhas musicais de fundo. Isso acaba com o incômodo da variação extrema de volume na televisão.

A segurança pública ganha ferramentas inéditas com avisos de emergência direcionados. O sistema deixa de exibir apenas letreiros genéricos na tela e passa a enviar mapas e rotas de fuga seguras.

A tecnologia utiliza o CEP ou o IP do televisor para focar o alerta. O recurso consegue até interromper a programação e ligar a tela de aparelhos em repouso nas rotas reais de perigo.

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Fim do atraso na transmissão

Muitos torcedores sofrem com o constante atraso no sinal de vídeo atual, o famoso “delay”. A nova tecnologia, no entanto, resolve o problema do engarrafamento de dados comum no YouTube ou em plataformas pagas da internet.

O sinal principal viaja por radiofrequência com boa velocidade e garante a exibição ao vivo sem travamentos. Existe apenas um mínimo intervalo físico de um a três segundos para o processamento de imagem.

Esse tempo é necessário apenas para que o chip do aparelho entregue a qualidade máxima de vídeo 4K. Na prática, quem usa a antena da nova TV comemora o gol antes dos vizinhos com o sinal de internet.

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Os dados de interação chegam exatamente no mesmo milissegundo do vídeo. O sistema entrega as estatísticas de forma sincronizada e evita o risco de exibir um gráfico na tela antes da jogada real.

O que esperar no Brasil

O mercado brasileiro adotará a mesma base técnica de transmissão americana sob o padrão ATSC 3.0. O nosso formato nacional, batizado de DTV+, terá tecnologias complementares modernas.

A versão brasileira contará com sistemas de compressão de vídeo mais avançados, a exemplo do formato VVC. O país também manterá o próprio ecossistema nacional de interatividade, conhecido como DTV Play.

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Essa escolha técnica garante a integração nativa com plataformas e serviços governamentais brasileiros. A medida adapta as inovações mundiais para a realidade e a necessidade do espectador local.

No Brasil, a Globo vai aproveitar a tecnologia para  transmitir novelas em 4K já no primeiro dia da TV 3.0 no país.