Governo diz que não consegue intervir na crise da Oi: "é uma empresa privada"
Por Renato Moura Jr. |
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O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o governo federal não pode interferir diretamente na atual crise enfrentada pela Oi por se tratar de uma empresa privada. Segundo ele, a atuação do Executivo possui limites legais, cabendo ao mercado encontrar soluções para a situação da operadora.
A declaração foi dada durante participação no evento Telebrasil Innovation, em Brasília, ao comentar as dificuldades financeiras da companhia e o futuro de suas operações.
De acordo com o ministro, apesar da relevância da Oi para o setor de telecomunicações, o governo não possui instrumentos para intervir na gestão ou no processo de recuperação da empresa.
Durante a conversa, Frederico destacou que a Oi está submetida às regras do mercado e aos mecanismos previstos na legislação para empresas privadas, reforçando que é papel dos seus acionistas encontrarem uma solução para a atual crise.
Segundo ele, o Ministério das Comunicações acompanha o cenário por causa da importância da infraestrutura de telecomunicações para o país, mas eventuais decisões sobre investimentos, venda de ativos ou reestruturação dependem dos controladores, credores e demais agentes envolvidos no processo.
A fala reforça que o papel do governo está concentrado na formulação de políticas públicas para o setor e no acompanhamento das questões regulatórias, sem participação direta na administração da empresa.
Oi segue em processo de recuperação
A Oi enfrenta dificuldades financeiras há anos e passa por um longo processo de reestruturação marcado por venda de ativos, renegociação de dívidas e mudanças em seu modelo de negócios.
Nos últimos anos, a operadora concentrou esforços na expansão da infraestrutura de fibra óptica e reduziu sua atuação em segmentos tradicionais de telefonia móvel e fixa. Ainda assim, a empresa continua buscando alternativas para reorganizar suas operações e equilibrar sua situação financeira.
Apesar das incertezas sobre o futuro da companhia, o ministro reiterou que não cabe ao governo federal assumir ou conduzir a recuperação da Oi, justamente por ela ser uma empresa privada.