China inaugura maior rede de 5G do mundo nesta quinta (31)

Por Wagner Wakka | 31 de Outubro de 2019 às 13h40
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A China está pronta para se tornar o país com a maior rede 5G do mundo. Três operadoras da região estreiam nesta quinta-feira (31) suas infraestruturas de internet móvel de quinta geração, a preços baixos e com cronograma de lançamento antecipado. A iniciativa é um novo passo à corrida tecnológica contra os Estados Unidos.

A principal fornecedora na região será a China Mobile, oferecendo o serviço em mais de 50 cidades. Além dela China Telecom e China Unicom Hong Kong também iniciaram as ofertas com preços na casa de 128 yuan, perto de R$ 70 por mês.

A proposta da China era contar com a tecnologia somente no ano que vem. Contudo, o governo adiantou investimentos diante do embargo norte-americano contra a Huawei, impedindo que os equipamentos da chinesa entrassem em seu país.

Com a oferta, o país passa a ter a maior rede 5G do planeta. Atualmente, os Estados Unidos contam com algumas cidades já com o novo padrão e a Coreia do Sul também já experimenta o serviço. Entretanto, nada como as dezenas de cidades da China.

Outra questão está no preço. Para analistas, o baixo custo deve ser importante para que usuários pulem para o novo padrão. “A escala da rede e o preço dos serviços 5G terão um impacto crucial em toda a cadeia de fornecimento", disseram Chris Lane e outros analistas do Sanford C. Bernstein, em nota aos clientes na quarta-feira segundo a Bloomberg.

Segundo levantamento do site, mais de 10 milhões de pessoas já se cadastraram para ter acesso ao novo serviço. O custo para o usuário ainda é semelhante aos aplicativos em serviços 4G no país, contudo, oferecendo velocidade e segurança muito maiores. Os pacotes com maior demanda saem em torno de 588 yuans por mês, perto de R$ 335.

A rede é implementada com equipamentos da Huawei, o que pode ajudar a fabricante a ter um apoio maior de governos internacionais. Neste ano, os Estados Unidos fizeram uma campanha de difamação (ainda que sem apresentar provas consistentes), acusando os sistemas da companhia de espionagem e informando que o governo chinês poderia ter acesso aos dados dos usuários que utilizassem a infraestrutura da Huawei. Assim, países da Europa passaram a olhar com desconfiança para a fabricante. Apesar disso, ela afirma que já tem 28 contratos de infraestrutura no continente.

Fonte: Bloomberg

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