Alta na conta de luz pode ajudar Huawei a vender equipamentos 5G para operadoras

Alta na conta de luz pode ajudar Huawei a vender equipamentos 5G para operadoras

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 18 de Novembro de 2021 às 18h20
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Com a conclusão do Leilão do 5G, as operadoras que adquiriram lotes para a instalação da nova rede já começam a negociar a compra de equipamentos, pois o serviço tem previsão de início até julho de 2022 nas capitais do país. E a chinesa Huawei deve ser a principal fornecedora desses itens.

A empresa deve ter uma ajuda improvável: a crise hídrica. Seus produtos garantem economia de energia e, com eles, a operação fica cerca de 30% mais barata do que com outro fornecedor. Isso é crucial no Brasil atualmente, já que a escassez de chuvas fez o preço da energia elétrica atingir um patamar bastante elevado.

Nesse cenário, a Huawei se tornou a principal opção de Claro, Tim e Vivo. Além delas, ao menos três das seis novatas — que vão atuar de forma regional — estudam propostas da companhia. Uma é a Algar, que comprou lotes 5G no Centro-Oeste. Praticamente toda a rede atual da empresa, em Minas Gerais, Goiás e São Paulo, usa equipamentos da Huawei.

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Crise hídrica favorece Huawei (Imagem: Divulgação/Huawei)

Instalação de antenas

Ainda falta adequar a legislação para começar a instalação das antenas para essas redes. Embora haja uma Lei Geral de Antenas, cada município precisa definir aspectos próprios.

Segundo a Conéxis, que representa as operadoras, somente sete cidades brasileiras têm essa regulamentação: Boa Vista, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Palmas, Porto Alegre e Porto Velho. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte têm projetos em tramitação nas câmaras municipais.

A viabilidade comercial da tecnologia ainda não foi testada na prática e o preço elevado pode ser um impeditivo para a massificação do serviço. Projeções iniciais da área técnica da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam que a venda de pacotes 5G só terá sucesso em cerca de 60 municípios do país.

Inicialmente, a estimativa era que os pacotes pudessem custar até 25% mais que os planos atuais de 4G. A crise econômica, entretanto, deve cortar esses preços para que se tornem mais atraentes.

Fonte: Folha de S.Paulo

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