Vendas globais de tablets devem cair 8,1% em 2015, avalia IDC

Por Redação | 02 de Dezembro de 2015 às 11h46
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O mercado de tablets não deve apresentar resultados positivos em 2015, principalmente se levarmos em consideração os anos anteriores. De acordo com um estudo da consultoria IDC, as remessas globais do aparelho devem cair 8,1% em relação a 2014.

O recuo representa uma desaceleração notável, inclusive em relação à previsão anterior da IDC, que era de queda 3,8% neste ano. Os embarques atingiram 211,3 milhões de unidades neste ano, registrando queda em três trimestres consecutivos. Nem mesmo o lançamento de modelos híbridos, que misturam notebook e tablet, com teclado destacável, foi suficiente para compensar a queda no cenário mundial - apesar das estimativas indicarem que esta categoria crescerá 86,5% neste ano, totalizando 14,7 milhões de unidades vendidas.

Ainda segundo o levantamento, a trajetória geral do mercado de tablets não se alterou em relação há um ano e meio, ainda que os aparelhos 2-em-1 estejam começando a ganhar força. Embora o volume de vendas dessa modalidade seja muito inferior ao do segmento de tablets tradicionais, que são mais acessíveis, a IDC acredita que esses dispositivos terão um forte apelo entre os usuários profissionais que procuram uma alternativa para os tablets tradicionais com telas menores.

"No passado, os maiores desafios dos tablets 2-em-1 foram os altos preços, o design pouco atraente e a baixa demanda pelo Windows 8, que era o sistema operacional predominante na maioria dos dispositivos à venda no mercado", diz Ryan Reith, diretor de programas da IDC. "O lançamento do Windows 10, a introdução de mais produtos baseados no Android e o lançamento de um iPad maior [são fatores que] devem impulsionar ainda mais as vendas desses dispositivos".

Outra constatação da consultoria é que os usuários estão relutantes em migrar de tablets comuns para híbridos. Segundo a IDC, isso acontece, em grande parte, devido à falta de percepção das fabricantes em oferecer uma proposta de valor clara e, consequentemente, mais acessível ao público.

"Segmentos comerciais desempenharão um papel crucial no futuro dos dispositivos 2-em-1", avalia Jean Philippe Bouchard, diretor de pesquisa sobre tablets da IDC. "Vai levar algum tempo, mas acreditamos que, uma vez que os departamentos de TI adotem o Windows 10 e avaliem o iPad Pro, eles começarão a substituir alguns PCs e tablets tradicionais por dispositivos 2-em-1".

Fonte: Mobile Time

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