Startup vende cotas de consórcios de bens contemplados em marketplace no app
Por Márcio Padrão • Editado por Claudio Yuge |

A startup de consórcios Mycon criou um marketplace para vender cotas dos que já foram contemplados. De acordo com o Valor Econômico, a venda no Mycotas por enquanto é exclusiva para clientes da fintech, mas qualquer pessoa pode entrar para realizar compras. A operação começou em janeiro, segundo o Estadão, dentro do app da empresa.
- Fintech Eutbem oferece consórcio voltado para mulheres
- Consórcio Magalu libera opções de compra para produtos e acessórios gamers
No MyCotas, a negociação é realizada diretamente entre compradores e vendedores das cotas de consórcios de bens como imóveis, carros e motos. O papel da empresa é validar todo o processo, ao confirmar que o consórcio contemplado existe mesmo e os valores de crédito, parcelas e saldo devedor do bem estão corretos.
O crédito adquirido na transação pode ser usado para comprar ou reformar imóveis novos e usados, quitar dívidas ou para qualquer outra finalidade. A Mycon estima que os vendedores podem conseguir até 30% de lucro sobre o valor do crédito contemplado; já o comprador ganha a vantagem de obter um crédito já disponível para uso. A startup cobra taxas de 9,99% na comercialização, contra a média de 23% exigida pelos bancos do setor.
O cofundador do Mycon, Marcelo Kogut, disse ao Valor que a ideia surgiu por conta do “mercado paralelo” de cartas de consórcios contemplados. Os clientes negociam entre si, sem a validação de uma administradora autorizada pelo Banco Central, o que gera insegurança para os envolvidos e um custo adicional com a comissão que agentes intermediários cobram para auxiliar no processo.
Agora pelo app da empresa, a negociação ainda é feita diretamente entre as partes, mas a transferência de titular e a liberação do crédito precisa ser aprovada por ela, conforme as regras do Banco Central. “É possível fazer desse mercado realmente um investimento: você compra o consórcio e quando for contemplado pode revender o valor do crédito para uma pessoa que tem urgência em adquirir o imóvel, assim ela não precisa aguardar a sua própria contemplação e nem pagar os juros de um financiamento imobiliário”, diz Kogut.
Fonte: Valor Econômico, Estadão