Gestora chega à América Latina com US$ 750 mi para investir em starturps

Gestora chega à América Latina com US$ 750 mi para investir em starturps

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 04 de Abril de 2022 às 23h00
Reprodução/Rodnae Productions/ Pexels

O Partners for Growth (PFG), gestora com US$ 750 milhões (R$ 3,4 bilhões) em ativos sob gestão, vai criar uma equipe para investir em venture debt (dívida de risco para startups) na América Latina. Segundo o portal Neofeed, a empresa vai reservar US$ 30 milhões (R$ 138 milhões) para a região.

A brasileira Julia Figueiredo, ex-Silicon Valley Bank, vai ser a chefe da nova equipe do PFG. No trabalho anterior, ela era diretora de startups na América Latina e Miami (EUA); o banco financia companhias do Vale do Silício e passou a atuar na região posteriormente.

O PFG tem mais de 200 clientes e já captou seis fundos. O mais recente foi de US$ 325 milhões (R$ 1,4 bilhão) para investir em todas as regiões do globo. É dele que sairá os recursos para investir em startups latinas. Dois aportes já ocorreram: as beneficiadas foram as fintechs Tribal Credit, mexicana que recebeu US$ 40 milhões (R$ 184 milhões); e a chilena Suma SaaS, que levantou US$ 10 milhões (R$ 46 milhões) em dívida.

Partners for Growth investirá em até dez empresas nos próximos 12 meses na América Latina (Imagem: Reprodução/Campaign Creators/Unsplash)

A meta da gestora é investir em até dez empresas nos próximos 12 meses no patamar growth, que tenham receitas regulares e uma mesa de acionistas consolidada. Empresas de tecnologia podem receber de US$ 2 milhões a US$ 25 milhões (R$ 9,2 milhões a R$ 115 milhões), enquanto fintechs, um segmento em alta, poderão abocanhar entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões (R_jobs(data.conteudo)nbsp;46,1 milhões a R$ 230,5 milhões). Segundo estudo da Sling Hub de setembro do ano passado, o Brasil concentra 77% das startups da América Latina — 17.987, ou uma para cada 12 mil habitantes.

Diferentemente do venture capital (capital de risco), que normalmente investe em troca de participação na empresa, o venture debt está mais para uma dívida tradicional, no qual a empresa contemplada precisará pagá-la em algum momento, como uma rodada de investimento, um evento de liquidez ou com a geração de caixa da startup.

Fonte: Neofeed

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