Fintech dos EUA fundada por brasileiros, Brex já vale US$ 12 bilhões

Fintech dos EUA fundada por brasileiros, Brex já vale US$ 12 bilhões

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 29 de Novembro de 2021 às 22h20
Envato/LightFieldStudios

Ser unicórnio está virando coisa do passado. A moda agora é ser um decacórnio, designação de startups que valem pelo menos US$ 10 bilhões (R$ 5,6 bilhões). A Brex, fintech criada por dois brasileiros no Vale do Silício dos EUA, entrou recentemente para este seleto clube ao passar a valer US$ 12,3 bilhões (R$ 68,9 bilhões).

Na última rodada de investimento, em outubro, ela recebeu US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão) de capital de risco do fundo norte-americano Greenoaks, de acordo com o TechCrunch. Seis meses antes, em abril, recebeu US$ 150 milhões (US$ 840 milhões) em rodada série D, para alavancar o negócio, com 17 participantes.

Fundada em 2017 por Pedro Franceschi e Henrique Dubugras, a Brex oferece cartões de crédito e soluções de gestão de caixa para os clientes controlarem melhor o dinheiro que entra e sai da sua respectiva empresa. A Brex deve dobrar sua receita neste ano, de acordo com as fontes do TechCrunch. São grandes feitos para uma startup com apenas quatro anos de vida.

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Também em outubro, a Brex fez dois anúncios oficiais de novos serviços. O primeiro foi a API Brex, que permite que os clientes gerenciem informações financeiras em uma interface personalizável. Nas palavras da empresa, o sistema ajuda a "economizar tempo, reduzir erros e melhor atende às necessidades de seus próprios clientes e fornecedores".

O segundo foi uma parceria com a Zapier, um produto de aplicações web, que permite "automatizar fluxos de trabalho entre produtos sem ter que escrever uma única linha de código". Em resumo, as duas novidades devem ajudar a facilitar as transações comerciais dos clientes da Brex com seus respectivos fornecedores.

Além disso, em agosto a Brex adquiriu a Weav, desenvolvedora de uma API para plataformas de comércio, por US$ 50 milhões. "Acreditamos que os sistemas financeiros devem estar abertos, dando aos clientes controle completo sobre seus dados financeiros e a capacidade de personalizar com base em suas necessidades", disse Henrique Dubugras, co-CEO da Brex, em texto à imprensa.

Fonte: O Globo, TechCrunch, Brex

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