Empreendedores criam plataforma para investir no mercado imobiliário

Empreendedores criam plataforma para investir no mercado imobiliário

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 10 de Agosto de 2021 às 14h20
Divulgação/Cotai

Com investimento inicial de R$ 2,5 milhões, Gabriel Pagliarin e Renan Monteiro criaram uma startup que oferece cotas de empreendimentos imobiliários em processo de captação de recursos para construção — os clientes em potencial são pessoas físicas. A plataforma se chama Cotai e assegura que quem adquire frações dos imóveis tenha participação societária nos projetos.

A Cotai possibilita que empreiteiras, construtoras e imobiliárias anunciem títulos para financiar construções civis. Para os interessados em investidor, oferece a oportunidade de aquisição desses papéis, que garantem participação no lucro da venda proporcional à quantidade de cotas adquiridas. A empresa, lançada em julho, quer movimentar R$ 100 milhões nos próximos dois anos.

Atualmente, a startup tem cotas disponíveis em dois empreendimentos de alto padrão no Estado de São Paulo. A previsão de entrega dos imóveis é 2022 e a rentabilidade prevista é de 28%, segundo a Cotai. Mais três projetos devem ser adicionados à plataforma até o fim do ano. “Tivemos muita procura de grandes empreiteiras, mas queremos ir devagar para validar o modelo”, diz Pagliarin.

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Imagem: Reprodução/Envato/shotsstudio

Rentabilidade de até 40% 

As cotas devem ter preço médio de R$ 5 mil a R$ 10 mil e rentabilidade de até 40%. “O investidor se torna sócio efetivo de um empreendimento imobiliário, sem precisar ser especialista ou ter um CNPJ”, afirma Monteiro. O contrato é firmado em estrutura de Sociedade em Conta de Participação (SCP).

A cada projeto, a Cotai recebe uma porcentagem do total coletado. “A monetização da plataforma é em cima da movimentação do dinheiro, como se fosse um meio de pagamento”, explica Pagliarin. Por enquanto, o foco da startup é a região de São José dos Campos (SP), mas a ideia é ampliar a atuação para outras cidades do Estado nos próximos 24 meses.

Fonte: Forbes

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