Barack Obama quer criar visto especial para empreendedores

Por Redação | 04 de Setembro de 2016 às 10h15

Com o alto estímulo que os EUA dão aos jovens empreendedores, muitos daqueles que pretendem iniciar uma empresa de foco e orçamento definidos, isto é, uma startup, optam pelo país para iniciar os seus negócios. Pois bem, se você é um desses, é bom informá-lo que, em breve, o sonho de empreender no país vai ficar mais fácil de atingir. Veja só:

Segundo informações da revista norte-americana Wired, o atual presidente dos EUA, Barack Obama, iniciou a criação de um "visto para startups", onde estrangeiros que queiram empreender no país terão sua entrada facilitada, além de poder passar até 5 anos na terra do Tio Sam lançando e desenvolvendo negócios inovadores. Também de acordo com a Wired, o objetivo é que o projeto se torne realidade até o fim deste ano, quando Obama deixará o cargo de presidente do país.

"Empreendedores imigrantes sempre fizeram contribuições excepcionais para a economia dos Estados Unidos, principalmente nas comunidades espalhadas pelo país. Imigrantes ajudaram a começar nada menos que um de cada quatro novos empreendimentos e startups dos EUA, e a grande maioria das startups de tecnologia, sediadas no Vale do Silício." — Disse o perfil oficial da Casa Branca na plataforma de publicações Medium, e que complementou com o seguinte:

"Até mesmo estudos sugerem que mais de 40% das empresas no ranking de empreendimentos Fortune 500 foram fundadas por imigrantes ou descendentes diretos de imigrantes."

Sundai Pichai, USCIS

Sundai Pichai, atual CEO do Google, é um dos principais exemplos de imigrantes que conseguiram cargos de liderança no país (Foto: Reprodução/Business Insider)

Corroborando com a tradição empreendedora do país, não é de hoje que Obama tenta facilitar a vida de quem quer criar negócios no país: a emenda de leis imigratórias criada pelo presidente em 2013 já contava com uma série de benefícios para quem pretendia entrar nos EUA para criar empregos; embora tenha passado com sucesso pelo Senado, boa parte das propostas inclusas na emenda, incluindo o visto, foram barradas pelo Congresso estadunidense.

Ainda segundo a revista Wired, desta vez a proposta vem amparada por outras leis americanas, além de se tratar de um projeto independente, o que torna maiores as chances da ideia se concretizar logo. Muitas empresas, incluindo as gigantes do Vale do Silício, como Google, Microsoft e Amazon, concordam com a ideia e alegam que a dificuldade em conseguir vistos para pessoas de outros países as atrapalham na hora de importar especialistas por exemplo.

Apesar de também facilitar a vida dessas empresas, o projeto não visa quem quer trabalhar para uma companhia já consolidada, mas sim quem quer iniciar um negócio e gerar empregos. Com a importação de empreendedores no lugar da importação de funcionários e mão-de-obra, os EUA devem estimular o seu próprio potencial de competição sem cortar empregos para quem já está no país.

Como se candidatar?

USCIS, Sundai Pichai

(Foto: Reprodução/ISVMag)

O Serviço de Imigração e Cidadania dos Estados Unidos, USCIS, lançou uma nota para explicar os critérios de avaliação para quem deseja um visto de empreendedor, embora a medida não tenha entrado em prática ainda. Na proposta que você pode ler na íntegra aqui, em inglês, o órgão explica que o empreendedor interessado poderá ganhar um visto de 2 anos, como na maioria dos vistos de trabalho ou estudos, e então poderá renovar sua estadia por mais 3 anos, mas desde que seja aprovado numa nova avaliação por parte do governo.

Para solicitar os dois primeiros anos, os candidatos ao visto devem ter no mínimo 15% de participação em uma startup, tendo uma função específica nas suas operações, além de comprovar a sua importância para a companhia, algo que o solicitante pode fazer mostrando prêmios ou investimentos que a empresa recebeu nos dois primeiros anos de trabalho.

Durante a fase de avaliação feita pelo USCIS, os três anos adicionais só serão concedidos ao visto já vigente caso seja comprovado que a empresa continua gerando benefícios para a sociedade, seja nos serviços que presta ou até mesmo nos empregos que gera. Além do registro de investimentos, o empreendedor que queira receber a prorrogação do visto deve mostrar que seu negócio está gerando receita e atingindo ou superando metas estabelecidas previamente.

Ao finalizarem os 5 anos totais, quem decidir continuar a empreender no país deve procurar outras modalidades de visto que o governo dos EUA dá a empreendedores que já estão estabelecidos no país.

Fontes: Wired, Exame, GeekWire

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