Brasileiros da Brex se tornam bilionários com menos de 30 anos de idade

Brasileiros da Brex se tornam bilionários com menos de 30 anos de idade

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 17 de Janeiro de 2022 às 19h20
Divulgação/Brex

Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, brasileiros fundadores da Brex, tornaram-se bilionários de acordo com reportagem da Forbes, devido ao financiamento mais recente da fintech. Na última terça-feira (11), a empresa levantou US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão) em rodada liderada pelas empresas de investimento Greenoaks Capital e TCV (Technology Crossover Ventures).

Por conta do aporte, a empresa ganhou uma avaliação de mercado de US$ 12,3 bilhões (R$ 68 bilhões), quase o dobro do valor anterior, divulgado há nove meses: US$ 7,4 bilhões (R$ 40,9 bilhões).

Como Dubugras e Franceschi — que têm apenas 26 e 25 anos respectivamente — detêm uma participação de 14% cada um na Brex, a avaliação da empresa deixa cada um deles com pelo menos US$ 1,7 bilhão (R$ 9,4 bilhões) no bolso, segundo as estimativas da Forbes.

Apesar de ter sido fundada pela dupla brasileira há cinco anos, a startup tem sede em São Francisco. Seu foco é um cartão de crédito corporativo, mas também oferecem programas de recompensas e softwares de gestão empresarial. Sua receita vem principalmente das taxas de intercâmbio que os comerciantes pagam quando os funcionários passam os cartões da empresa.

Brex quer aumentar o número de funcionários em pelo menos 50% neste ano (Imagem: Divulgação/Brex)

Dubugras e Franceschi se conheceram na internet quando eram estudantes do ensino médio e moravam em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente. Em 2013, a parceria comercial deles começou criando a startup brasileira Pagar.me, que permitia que comerciantes aceitassem pagamentos online. A empresa foi vendida para a Stone em 2014.

Com a carreira em ascensão, ambos abandonaram o curso de ciência da computação de Stanford. Fundaram a Brex em 2017, Dois anos depois, foram destaques da lista 30 Under 30 de finanças da Forbes norte-americana. Na época, a startup havia levantado US$ 213 milhões (R$ 1,1 bilhão em valores atuais) e era avaliada em US$ 1,1 bilhão (R$ 6 bilhões), alcançando o status de unicórnio.

Neste ano, a Brex planeja usar o dinheiro do recente aporte para aumentar o número de funcionários em pelo menos 50%, além de manter dinheiro de segurança caso haja uma retração do mercado. Também espera atrair grandes empresas, já que a maioria dos clientes atuais são pequenas e médias companhias.

Fonte: Forbes

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